A seleção da Áustria se prepara para um novo capítulo na Liga das Nações, iniciando sua jornada nesta quinta-feira em Linz contra Israel. Sob o comando do experiente técnico Ralf Rangnick, a equipe passa por uma profunda renovação, com a ausência de figuras históricas e a integração de novos talentos.
A Renovação de Rangnick e a Autocrítica
Após a eliminação nas oitavas de final do último Mundial para a eventual campeã Espanha, Rangnick fez uma análise autocrítica, admitindo falhas na intensidade dos treinos e na gestão do tempo livre dos jogadores. Agora, o treinador de 68 anos promete apertar as rédeas, buscando resgatar o estilo de jogo que, segundo ele, tornou a Áustria ‘temida’ nos últimos quatro anos. A confiança da Federação Austríaca de Futebol (ÖFB) em seu projeto é evidente, com relatos ligando a recente saída do diretor desportivo Peter Schöttel a divergências com Rangnick.
A nova fase é marcada pela convocação de seis jogadores que nunca vestiram a camisa da seleção e a ausência de nove atletas que estiveram no Mundial. Essa injeção de ‘ar fresco’ é vista como uma necessidade, mas os novatos já chegam com a responsabilidade de se firmarem em um momento crucial.
O Desafio da Liga das Nações
O pontapé inicial contra Israel, um confronto classificado pela UEFA como de alto risco, será seguido por um embate em casa contra o Kosovo. Em outubro, a Áustria enfrentará a Irlanda e novamente o Kosovo em jogos fora de casa. Rangnick está sob escrutínio, com Josef Pröll, presidente do conselho de supervisão da ÖFB, destacando a importância da autocrítica do técnico e a expectativa de que as lições do passado tenham sido aprendidas.
Ausências Notáveis e a Reação do Elenco
A lista de desfalques é significativa e inclui nomes de peso como David Alaba, Marko Arnautovic e Marcel Sabitzer. Além deles, Christoph Baumgartner (RB Leipzig) está lesionado, e Konrad Laimer (Bayern) está condicionado, embora ainda possa ser chamado. A ausência de tantas referências gera um sentimento ‘muito estranho’ entre os jogadores, como expressou Romano Schmid, ex-jogador do Bremen, acostumado a ver a seleção com essas figuras.
Com essa reformulação, a Áustria de Rangnick sinaliza o início de uma nova era, onde a aposta em novos talentos e um comando mais rigoroso serão os pilares para buscar o sucesso na Liga das Nações e nos próximos desafios internacionais.





