O Sporting Clube de Portugal teve uma estreia vitoriosa na fase de grupos da Liga dos Campeões de andebol, ao derrotar o GOG dinamarquês por 43-33, em partida disputada no Pavilhão João Rocha. Após o expressivo triunfo, o técnico leonino, Ricardo Costa, enfatizou a importância do resultado e a filosofia de trabalho da equipa.
A Filosofia dos “Pequenos Passos” e a Vitória Inesperada
Ricardo Costa revelou que a mensagem transmitida aos seus atletas foi clara: “grandes coisas conseguem-se com pequenos passos e hoje era um pequeno passo que tínhamos que dar”. O treinador classificou o jogo como uma “final” devido ao formato da Liga dos Campeões, que não permite uma entrada a perder, especialmente contra um adversário tão forte como o líder do campeonato dinamarquês. A margem de dez golos de diferença foi considerada “impensável” pelo técnico, que se mostrou “muito feliz” com o desempenho dos seus jogadores e a comunhão com os adeptos, que reviveram a emoção da competição europeia.
Apesar da euforia, Costa manteve os pés no chão, lembrando que “ainda não está nada feito e a qualificação vai ser dura”. A equipa agora foca-se nos próximos desafios contra o ABC e o Kristianstad, sem esquecer que “o nosso trabalho é prepararmo-nos da melhor maneira. Nem sempre corre bem. O jogo que mais me chateei foi frente ao Santo Tirso, mas a época é longa”.
Análise Tática e o Futuro do Sporting
Sobre a partida, Ricardo Costa destacou que o GOG não surpreendeu os leões. A equipa estava ciente das dificuldades na recuperação defensiva na segunda parte, mas a eficácia no ataque foi determinante. “Rematámos mais nove vezes do que o GOG, 57 vezes que tivemos na frente e a percentagem de êxito é muito alta. Temos dos melhores executantes do mundo e estamos felizes por ganhar este jogo, mas temos de continuar”, afirmou.
Questionado sobre o assédio a jogadores do Sporting, Costa revelou que o clube tem trabalhado num “plano B” há dois anos. O treinador está empenhado na “reconfiguração de um Sporting que não sei qual é, mas que será a minha identidade e aquilo de que eu gosto, que é uma equipa lutadora. Se vamos ganhar, não sei, não somos invencíveis e um dia vamos perder”, concluiu, projetando um futuro de resiliência e constante adaptação para a equipa.
A Deceção do Lado Dinamarquês
Do lado do GOG, o treinador Kasper Christensen não escondeu a desilusão com a performance da sua equipa, especialmente na primeira parte. “Acho que, especialmente na primeira parte, não jogámos nada bem, não defendemos bem e em todo o jogo cometemos demasiados erros técnicos”, lamentou.
Christensen reconheceu uma melhoria na segunda metade do jogo, onde a equipa dinamarquesa conseguiu encontrar o seu nível de andebol rápido. No entanto, o estrago já estava feito. “Podíamos ter feito melhor na primeira parte. Tentámos jogar rápido, mas cometemos muitos erros e isso não nos permitiu chegar ao nível que conseguimos”, explicou, apontando a primeira parte como o grande problema da sua equipa no confronto.





