Primeira Competição Pós-Crise: Um Desafio para a Fifa
A Copa do Mundo Feminina Sub-20, que ocorrerá no próximo mês de setembro, marca o primeiro evento organizado pela Fifa desde o início da crise que abala a entidade, especialmente com a Confederação Europeia de Futebol (Uefa). O torneio contará com 24 seleções, incluindo o Brasil. Até o momento, não há sinais de um boicote por parte das equipes europeias, que estão em fase final de preparação.
Europa Participa, Mas os Bastidores Fervem
Espanha, Portugal, França, Itália, Inglaterra e Polônia, todas filiadas à Uefa, seguem com suas preparações. A situação na Polônia é particularmente delicada, pois o país sediará o evento. Ingressos estão sendo vendidos, houve investimento nas quatro sedes e a Federação Polonesa não demonstra intenção de desistir do Mundial. A competição servirá como um termômetro para avaliar o impacto das turbulências na Fifa, desencadeadas após a revelação de negociações do presidente Gianni Infantino sobre a venda de ativos da Copa do Mundo a investidores.
Concorrência à Vista para Infantino em 2027?
Mesmo com o pedido de desculpas de Infantino e o encerramento das negociações, os bastidores da Fifa continuam agitados. Uma nova possibilidade que surge é a criação de uma liga conjunta entre Uefa e Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe) a partir de 2028, similar a uma mini Copa do Mundo. Apesar da forte base de receitas da Fifa nos Estados Unidos, o presidente da Concacaf, Victor Montagliani, desponta como um potencial concorrente na eleição presidencial marcada para março de 2027. Para concorrer, é preciso formalizar a intenção até novembro de 2026.
Apoiadores e Alianças de Infantino
Gianni Infantino tem buscado apoio em federações da África e América do Sul. No Marrocos, participou de uma reunião para amenizar a crise e acompanhou a Copa Africana Feminina. Em visita à Colômbia, esteve presente na posse do novo presidente do país e ao lado de Alejandro Domínguez, líder da Conmebol. Domínguez elogiou Infantino, classificou a Copa com 48 seleções como um sucesso e defendeu a expansão para 64 participantes na edição de 2030, com mais jogos na América do Sul.





