Gianni Infantino, presidente da Fifa, está empenhado em manobras nos bastidores para assegurar sua permanência no cargo. Após a proposta frustrada de criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), um braço comercial para capitalizar torneios como a Copa do Mundo com investidores privados, o dirigente enfrenta forte pressão de federações globais, lideradas pela Uefa. A falta de transparência no projeto gerou preocupações e um desejo coletivo por uma saída honrosa para o cartola.
1. Abandono Rápido do Projeto FFE
A primeira resposta de Infantino à onda de críticas foi o recuo imediato do projeto FFE. Apenas três dias após o plano vir à tona, a Fifa anunciou o abandono da proposta. A ideia inicial era vender de 20% a 30% da FFE para investidores, buscando captar US$ 4,2 bilhões para financiar um programa de repasses às federações. A Uefa, apoiada pela Concacaf e AFC, chegou a ameaçar um boicote, forçando Infantino a declarar que o projeto só seguiria com aprovação majoritária.
2. Apelo ao Governo Americano?
Em meio ao desespero para manter o poder, o jornal New York Post noticiou que Infantino teria agendado conversas privadas com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. O objetivo seria buscar apoio político. No entanto, a Casa Branca negou veementemente a informação, com o Departamento de Estado afirmando que não havia planos para tal encontro e que o veículo de imprensa deveria verificar suas fontes.
3. Oferta da Final da Copa de 2030 a Marrocos
Segundo o The Times, Infantino teria oferecido a Marrocos a oportunidade de sediar a final da Copa do Mundo de 2030 em troca de apoio na eleição presidencial de 2027. Marrocos, que será um dos sedes da Copa de 2030 ao lado de Espanha e Portugal, tem se posicionado como um aliado de Infantino em meio à crise. A Fifa, contudo, negou a oferta, declarando que a decisão sobre a final será tomada em momento oportuno.
4. Fortalecimento da Aliança com a África (CAF)
A Confederação Africana de Futebol (CAF), com seus 54 votos, é um pilar fundamental para a reeleição de Infantino. O dirigente tem utilizado suas redes sociais para divulgar o apoio público de países africanos, com Marrocos liderando essa articulação. A presença de Infantino em jogos da Copa Africana de Nações Feminina reforça o estreitamento dos laços com a federação africana.
5. Apoio de Países Asiáticos Específicos
Apesar da oposição da Confederação Asiática de Futebol, Infantino conta com o apoio de nações como Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Butão e Sri Lanka, demonstrando uma divisão estratégica dentro do continente asiático.
6. Reunião de Emergência e Pedido de Desculpas
Uma reunião de emergência com a alta cúpula da Fifa foi convocada em Rabat, Marrocos, para discutir a crise. A reunião ocorreu após a demissão de conselheiros próximos a Infantino e declarações de funcionários da entidade expressando surpresa e descontentamento com o projeto FFE. A cúpula da Fifa pediu desculpas às associações membro, admitindo falhas na condução do projeto e prometendo revisão e relatórios futuros.
7. Comunicação de Firmeza e Proteção à Reputação
Após as ações para conter a crise, a Fifa emitiu um comunicado firme, alertando que não tolerará mais ataques à sua integridade e que tomará medidas para proteger seu nome e reputação. A entidade reconheceu erros, mas ressaltou que todas as ações foram realizadas dentro do quadro regulamentar, buscando transmitir uma imagem de controle e resiliência diante das adversidades.




