A Despedida de Galvão
Galvão Bueno, a voz icônica do futebol brasileiro, anunciou que a Copa do Mundo de 2026 deverá ser a sua última como narrador em transmissões de TV aberta. Após uma longa trajetória na Globo e uma passagem pela Band, o narrador agora integra o time do SBT, onde apresentará o programa semanal “Galvão F.C.”. Em entrevista ao Estadão, Bueno compartilhou suas expectativas para o futuro e suas visões sobre o cenário esportivo atual.
Futebol e Política: Uma Linha Clara
O narrador foi enfático ao afirmar que futebol e política não devem se misturar. “Não. Absolutamente não. São coisas completamente distintas”, declarou. Ele ressaltou que, apesar de ter suas convicções políticas, opta por não se manifestar publicamente para não influenciar seu público, que abrange todo o país. “Falo para um País inteiro, independentemente de raça, credo, cor, ideologias e de preferências pessoais”, explicou.
A Nova Geração de Narradores
Galvão Bueno, que se define como um “vendedor de emoções” e um “equilibrista” entre a emoção e a realidade dos fatos, comentou sobre a nova geração de narradores esportivos. Ele reconhece o talento de muitos, mas expressou um certo incômodo com o excesso de gritos em algumas transmissões. “Não precisa berrar tanto. Há momentos certos de gritar”, ponderou, citando como exemplo seu próprio estilo e o de Luciano do Valle.
Rumores e Expectativas para a Seleção
Sobre a possibilidade de ter influenciado na escolha de Carlo Ancelotti como técnico da seleção brasileira, Galvão Bueno admitiu que sugeriu o nome ao então presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, em 2022. Quanto ao futuro de Neymar na seleção, ele citou Ronaldo Fenômeno ao dizer que a resposta está na dedicação do jogador. A Copa de 2026 se aproxima como um marco, possivelmente o último grande palco para a voz que marcou gerações de torcedores.
A Evolução das Transmissões: TV Aberta e Streaming
O veterano narrador também abordou a migração de transmissões esportivas para plataformas digitais, como o YouTube. Ele vê esse movimento como natural e evolutivo. “Hoje sou sócio da N Sports que está no streaming e também no YouTube. Vamos transmitir juntos a Copa, SBT e N Sports. A mesma transmissão nos dois locais”, adiantou. Galvão ainda reforçou sua posição contra o uso de palavrões nas transmissões: “Não precisa de palavrão para ser moderno, mas cada um faz o que quer.”





