Investigação Revela Venda Irregular de Mounjaro a Jogadores do São Paulo
O médico Eduardo Rauen, responsável por uma parceria entre o São Paulo Futebol Clube e o TecFut (centro de tecnologia e ciência no futebol), indicou um fornecedor não autorizado de Mounjaro, medicamento popular para emagrecimento, a jogadores do clube. A informação, divulgada pelo Uol, aponta que o fornecedor comercializava o Mounjaro importado, prática explicitamente proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, a venda era realizada por uma pessoa física, o que também contraria as normas do órgão regulador.
Preço Elevado e Discrepância com o Mercado
O valor cobrado pelo fornecedor irregular do Mounjaro era de R$ 5.599 por unidade, significativamente acima do preço de mercado, que varia entre R$ 1.523,06 e R$ 4.067,81. Essa variação no mercado oficial depende de fatores como a alíquota de ICMS de cada estado, a dosagem do medicamento e a quantidade de canetas por embalagem.
São Paulo Abre Investigação Interna e Clube se Defende
Dois atletas do São Paulo utilizaram o Mounjaro durante a temporada que se encerrou recentemente. Antes da divulgação da reportagem, o clube havia se posicionado publicamente, afirmando que suas ações estavam em conformidade com as normas e negando qualquer relação entre o uso do medicamento e o alto número de lesões em 2025. No entanto, com as suspeitas sobre a origem do medicamento, a diretoria são-paulina iniciou uma apuração interna para esclarecer os fatos.
Posicionamento do Médico e Regulamentação do Mounjaro
Procurado, o médico Eduardo Rauen declarou que não fará novas manifestações sobre o caso, limitando sua atuação à avaliação clínica, diagnóstico e tratamento. Ele reiterou que já se pronunciou sobre o Mounjaro com o intuito de informar e esclarecer aspectos clínicos e a natureza médica da indicação, ressaltando o dever de sigilo profissional. O Mounjaro, originalmente indicado para diabetes tipo 2, ganhou notoriedade por seu efeito emagrecedor. Sua prescrição no Brasil é regulamentada desde setembro de 2023, e a Anvisa aprovou o uso para emagrecimento em junho de 2025, condicionado a critérios específicos de IMC e condições de saúde relacionadas ao peso. Recentemente, a agência também validou seu uso para tratar apneia obstrutiva do sono.





