A estrela brasileira que brilhou mundialmente
Oscar Schmidt, o inesquecível ‘Mão Santa’, que nos deixou nesta sexta-feira (17) em decorrência de uma parada cardiorrespiratória, transcendeu fronteiras e se consolidou como uma lenda do basquete. Seus feitos não se limitaram ao Brasil, alcançando os Estados Unidos, palco da NBA, a maior liga de basquete do mundo. Por lá, sua genialidade não passou despercebida, e diversas estrelas americanas fizeram questão de exaltar o legado deixado pelo craque brasileiro.
A admiração de Kobe Bryant e a pontaria de Shaquille O’Neal
Um dos maiores ídolos da história do Los Angeles Lakers, Kobe Bryant, pentacampeão da NBA, era um fã declarado de Oscar. ‘Cresci na Itália, assistindo aos jogos de Oscar Schmidt, e ele se tornou um ídolo’, declarou Kobe em 2013. ‘Não era tão conhecido nos Estados Unidos, mas era um jogador excelente. Conversei com ele durante a Olimpíada. Realmente gostava de vê-lo jogar quando era criança’.
Shaquille O’Neal, outra lenda dos Lakers e um dos jogadores mais dominantes da história da NBA, também já reconheceu a habilidade de Oscar. Em uma declaração que demonstra a admiração pela precisão do brasileiro, Shaq afirmou: ‘Se eu fosse bom em lances livres, seria Oscar Schmidt’.
Amizade com Magic Johnson e o histórico Pan-Americano de 1987
A relação de Oscar Schmidt com as estrelas da NBA se estendeu a Magic Johnson. O lendário armador dos Lakers se tornou amigo de Oscar após a épica final do Pan-Americano de 1987, em Indianápolis, onde o Brasil, liderado por Oscar com 46 pontos, superou os Estados Unidos. ‘Lembram quando o Brasil venceu os EUA no Pan e Oscar anotou 46 pontos? Inacreditável! Nos tornamos amigos’, relembrou Magic.
Rick Barry e a recusa à NBA em prol da Seleção
Rick Barry, membro do Hall da Fama da NBA e um dos 50 maiores jogadores da liga, também elogiou Oscar, especialmente sua performance na final do Pan de 1987. ‘Eu falava: se eu treinasse o time, eu falaria para meus jogadores: se você marcar o Oscar, nunca largue ele. […] E o que aconteceu? Eles largaram ele na defesa e o Oscar começou a simplesmente acabar com o jogo’, comentou Barry.
Apesar de ter sido draftado pelo New Jersey Nets em 1984, Oscar Schmidt recusou a oportunidade de jogar na NBA para continuar defendendo a seleção brasileira. Em entrevista em 2024, ele explicou sua decisão: ‘Para mim, a seleção era a coisa mais importante que havia na minha vida. Por isso que falei não para a NBA. […] Minha família torceu muito por mim e nunca falou onde queria que eu jogasse’.
Reconhecimento no Hall da Fama com apadrinhamento de Larry Bird
Décadas depois de sua decisão, Oscar Schmidt foi introduzido no Hall da Fama do Basquete em 2013, nos Estados Unidos. Um dos seus padrinhos na cerimônia foi Larry Bird, tricampeão da NBA e admirador confesso do brasileiro. ‘Acompanhei toda a carreira dele e esperava que ele jogasse na NBA para que eu pudesse competir contra ele ou com ele. Ele teve uma carreira incrível. Fiquei muito honrado quando ele me pediu para apresentá-lo em sua cerimônia de entrada no Hall da Fama do Basquete Naismith Memorial’, disse Bird.
Além do ouro no Pan de 1987, Oscar Schmidt conquistou três títulos Sul-Americanos e medalhas de bronze no Mundial de 1978, no Pan de 1979 e na Copa América de 1989, consolidando seu lugar entre os maiores nomes do basquete mundial.





