Tecnologia Inovadora em Estádios Paulistas
Um programa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), em parceria com grandes clubes do estado, está revolucionando a captura de foragidos da justiça. O Muralha Paulista, como é chamado, utiliza tecnologia de reconhecimento facial em câmeras de vigilância e nos sistemas biométricos dos estádios para cruzar informações com bancos de dados criminais. Em três anos de operação, a iniciativa já resultou na prisão de 324 pessoas com mandados de prisão em aberto e identificou 130 casos de descumprimento de medidas cautelares. Mais de 3 milhões de torcedores tiveram seus acessos checados pelo sistema.
Estádios Integrados e o Pioneirismo do Palmeiras
Atualmente, o programa está implementado nos estádios do Corinthians (Neo Química Arena), Palmeiras (Nubank Parque), Santos (Vila Belmiro) e Mirassol (Maião), além da Arena Barueri. O MorumBis, do São Paulo, é o único dos grandes clubes paulistas que não aderiu à iniciativa, sem apresentar justificativas. O Palmeiras foi o pioneiro na adoção do reconhecimento facial em seu estádio, o Nubank Parque, desde janeiro de 2023. A parceria com a SSP teve início em setembro de 2023, e desde então, a arena palmeirense registrou 241 prisões de foragidos.
Foco em Pensão Alimentícia e Segurança Pública
Dos 241 foragidos capturados no estádio do Palmeiras, 172 tinham mandados relacionados à falta de pagamento de pensão alimentícia, representando 71,3% do total. Outros 69 eram procurados por crimes diversos. A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, destacou a importância da parceria para a segurança dos torcedores e para o cumprimento de decisões judiciais, especialmente no que tange aos direitos de crianças e famílias. Essa realidade impulsiona discussões no Congresso Nacional, onde tramita um projeto de lei para restringir o acesso de devedores de pensão a eventos esportivos.
Operação e Impacto do Muralha Paulista
O Muralha Paulista monitorou 155 partidas de futebol até o momento, ampliando significativamente a capacidade de localização e recaptura de foragidos. O sistema funciona pela integração de diversas plataformas, permitindo a análise em tempo real das vendas de ingressos por meio de algoritmos de inteligência, respeitando um plano de gestão de riscos pré-estabelecido. A biometria facial é um requisito obrigatório em estádios com capacidade superior a 20 mil espectadores, conforme determina a Lei Geral do Esporte, reforçando o compromisso com a segurança e a justiça.





