Jorge Jesus contesta redução de estrangeiros no futebol brasileiro
Jorge Jesus, atual comandante da seleção de Portugal e com passagem marcante pelo Flamengo, manifestou sua discordância em relação à decisão de clubes brasileiros de reduzir o número de atletas estrangeiros permitidos em campo. A medida, aprovada recentemente pela maioria dos clubes das Séries A e B, visa abrir espaço para jogadores formados nas categorias de base.
Formação e calendário: os verdadeiros problemas, segundo Jesus
Em entrevista coletiva, o treinador português afirmou que a simples redução no número de estrangeiros não trará melhorias significativas para o futebol brasileiro. Para ele, o foco deveria estar em outros aspectos cruciais. “O problema é a formação, é a qualidade da formação e o calendário de partidas”, declarou Jesus, indicando que as deficiências na base e a organização das competições são os gargalos a serem superados.
Estaduais como celeiro de talentos
Em contrapartida à redução de estrangeiros, Jorge Jesus defendeu o fortalecimento dos Campeonatos Estaduais. Segundo o técnico, essas competições regionais representam uma importante vitrine e fonte de crescimento para jovens jogadores que despontam no Brasil. Ele expressou o desejo de que esses torneios não sejam extintos, pois considera-os essenciais para o desenvolvimento de novos talentos.
Proposta da CBF e futuro limite de estrangeiros
A proposta da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) prevê uma diminuição gradual no limite de estrangeiros. Atualmente, o número máximo permitido por partida é de nove. A partir de 2027, a ideia é que esse número caia para oito, com o objetivo de chegar a um limite de cinco atletas de fora do país por equipe até 2030. A votação que aprovou a medida buscou, segundo os clubes, priorizar a ascensão de jogadores das categorias de base.





