Bia Haddad: A Inspiração por Trás do SP Open
O SP Open, torneio de tênis feminino nível WTA 250 em São Paulo, chega à sua segunda edição neste sábado, 12 de junho, com um reconhecimento especial a Beatriz Haddad Maia. Apesar de não participar desta vez, a tenista paulistana é apontada pelo diretor do evento, Lui Carvalho, como a principal responsável pela existência do torneio. A ascensão de Bia Haddad no circuito mundial, entre 2022 e 2024, foi o catalisador que permitiu a viabilização do SP Open.
“Ela já cumpriu um pouco o papel dela com o tênis brasileiro. Ela não precisa fazer mais nada, ela já é a segunda maior tenista de todos os tempos no Brasil”, afirmou Carvalho ao Estadão. Ele ressaltou que Bia Haddad “é a razão pela qual o SP Open existe, sem dúvida alguma”, creditando a ela a abertura de portas para marcas e a visibilidade do esporte no país, graças ao seu carisma e resiliência.
Do Sonho à Realidade: A Criação do Torneio
A ideia do SP Open surgiu de conversas entre Bia Haddad e Lui Carvalho, que também dirige o Rio Open. A tenista expressava o desejo de um torneio WTA no Brasil, e Carvalho prometeu trazê-lo quando ela alcançasse o top 20 do ranking mundial. A meta foi atingida em agosto de 2022, e um ano depois, Bia já figurava no top 10.
“Eu dizia a ela: ‘quando você for top 20, eu trago um WTA’”, relembra Carvalho. A promessa se concretizou, e mesmo com a pausa na carreira de Bia, o torneio ganha força.
SP Open 2026: Um Elenco de Peso e Estrutura Renovada
Nesta edição, o SP Open contará com a participação de tenistas renomadas, como a canadense Leylah Fernandez, vice-campeã do US Open 2021, e a espanhola Paula Badosa, ex-número 2 do mundo. Yulia Putintseva e a alemã Eva Lys também são destaques.
Carvalho explica que a consolidação do evento e a credibilidade com o circuito WTA e as jogadoras facilitam a atração de talentos. A primeira edição foi muito bem avaliada, com destaque para a paixão do público paulistano, que lotou as quadras desde o qualifying, algo incomum em torneios WTA 250.
“Acho que ter feito uma primeira edição de sucesso, super bem avaliada pelas jogadoras e pela WTA, ajuda muito a gente a atrair essas meninas”, comenta. A estrutura do evento também foi aprimorada, com a ampliação da quadra central em 300 lugares e melhorias no Boulevard, que contará com palco e telão para interações com atletas e criadores de conteúdo.
O Futuro do Tênis Brasileiro e do SP Open
O diretor do torneio também ressaltou a importância de dar espaço para jovens promessas brasileiras, como Naomy Silva e Victoria Barros, ambas de 16 anos, que participam do evento. Ele vê nelas o futuro do tênis nacional, inspiradas por Bia Haddad, Luísa Stefani e Laura Pigossi.
“Você está fomentando essa base porque agora a gente tem referências muito boas”, disse Carvalho. O SP Open, que tem contrato com a WTA até 2027, busca a renovação e almeja um futuro WTA 500, dependendo das oportunidades de mercado e do desenvolvimento do tênis brasileiro.
“A gente tem grandes planos ambiciosos para o futuro com o SP, mas vamos respeitar o processo de maturação”, concluiu Carvalho, confiante no crescimento sustentável do torneio e na consolidação do tênis como um esporte de grande popularidade no Brasil.





