A Seleção Nacional feminina de voleibol, apesar da derrota por 3-0 frente aos Países Baixos, uma das potências mundiais da modalidade, emerge do confronto com um sentimento de dever cumprido e otimismo para os próximos desafios. As declarações do treinador Hugo Silva e das jogadoras Amanda Cavalcanti e Mariana Garcez refletem uma equipe em crescimento, determinada a lutar e a dignificar as cores nacionais.
A Batalha contra uma Potência Mundial
Hugo Silva, técnico da equipe portuguesa, fez uma análise pragmática da partida contra os Países Baixos. “Estamos a falar de uma das melhores seleções do mundo”, afirmou, reconhecendo a dimensão do adversário, o sétimo classificado no ranking mundial, em contraste com a 46.ª posição de Portugal. Contudo, o treinador elogiou veementemente a postura da sua equipe. “Acho que nos batemos bem. Não se viu a diferença entre o sétimo do mundo e o 46.º do mundo e, portanto, tivemos mérito por aquilo que fizemos”, destacou Silva, enaltecendo a garra das jogadoras que “bateram-se bem, foram atrás de todas as bolas, lutaram por todas essas mesmas bolas”.
Em Crescimento: Um Bom Sinal para o Futuro
Para o técnico, a performance frente a um adversário de elite é um indicador positivo. “Julgo que estamos em crescendo e acho que isso é um bom sinal para os dois jogos que restam e para aquilo que pode ser o futuro desta seleção”, sublinhou. Hugo Silva reconhece que as derrotas nunca são fáceis, mas enfatiza a consciência e a ambição do grupo. “A equipe sabe do nível em que estamos inseridos. Também sabe que quer muito. Quer muito mostrar, quer muito dignificar e quer muito deixar uma boa imagem”, expressou. O objetivo de representar bem o país e a modalidade tem sido, na sua opinião, alcançado, “a espaços, menos bem, mas, no geral, muito bom”.
Otimismo Focado nos Próximos Desafios
As jogadoras partilham do mesmo espírito de evolução e esperança. Amanda Cavalcanti salientou a melhoria contínua da equipe. “Estamos a melhorar a cada jogo. Ainda temos mais dois (Espanha e Roménia), que são talvez dos mais importantes, com equipas que já conhecemos”, disse. A jogadora vê nestes confrontos uma oportunidade real de vitória. “Contra as quais claramente já vimos que temos chances de bater de frente e ganhar. Agora, vamos procurar melhorar a cada jogo para conseguir finalmente essa vitóra”, afirmou. Amanda também destacou o reconhecimento que a equipe está a conquistar: “Acho que talvez os Países Baixos ainda não nos conhecessem tão bem e, agora, o bom é que estamos a dar o nosso nome”.
Mariana Garcez reforça a mensagem de luta e crença. “Acho que é fazer sempre isto, lutar até ao fim. Claro que acreditamos que podemos vencer Espanha e Roménia. O objetivo é sempre esse e, mantendo este nível, acho que conseguimos vencer”, concluiu, refletindo a confiança coletiva na capacidade de alcançar os objetivos traçados para a sequência da competição.




