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O Trono de Gianni Infantino Balança na FIFA: Como o Presidente Passou de Inabalável a Alvo de Críticas da UEFA e CONCACAF Antes das Eleições

O Trono De Gianni Infantino Balança Na Fifa: Como O Presidente Passou De Inabalável A Alvo De Críticas Da Uefa E Concacaf Antes Das Eleições

O Trono De Gianni Infantino Balança Na Fifa: Como O Presidente Passou De Inabalável A Alvo De Críticas Da Uefa E Concacaf Antes Das Eleições

Considerado por muito tempo uma figura inquestionável no comando da Federação Internacional de Futebol (FIFA), o italo-suíço e libanês Gianni Infantino, de 56 anos, vê seu poder ser desafiado como nunca antes. Aquilo que parecia ser um domínio absoluto sobre o futebol mundial, consolidado após um Mundial de 2022 que ele mesmo classificou como “o melhor da história”, agora se mostra vacilante diante de críticas contundentes de importantes confederações e de um crescente descontentamento.

O Vácuo no Poder: De Reeleições Unânimes à Oposição Inédita

Desde que assumiu discretamente a liderança da FIFA em 2016, após os escândalos que derrubaram seu antecessor Sepp Blatter, Infantino consolidou rapidamente sua posição. Foi reeleito sem oposição em 2019 e 2023, um feito que parecia garantir sua permanência no trono do futebol mundial. No entanto, o cenário mudou drasticamente nas últimas semanas. A UEFA classifica seus projetos como “medíocres”, enquanto a CONCACAF vê suas propostas como “o reflexo de uma liderança que deixou de colocar o futebol em primeiro lugar”.

Mesmo após um aparente recuo do dirigente em algumas de suas propostas, a pressão não diminuiu. Federações antes alinhadas, como as da Suécia e do País de Gales, anunciaram que não apoiarão Infantino nas próximas eleições presidenciais da FIFA, marcadas para março em Marrocos. Embora ele seja, até o momento, o único candidato, esses posicionamentos são inéditos e impensáveis há pouco tempo, sinalizando uma rachadura na base de seu apoio.

Entre Ambições e Controvérsias: A Trajetória de Infantino

A ambição de Infantino sempre foi clara: “restaurar a imagem da FIFA” e “tornar o futebol verdadeiramente mundial”. Ele se propôs a ser o garantidor da integridade e igualdade de oportunidades no esporte mais popular do planeta. Contudo, sua gestão foi marcada por uma série de declarações e ações controversas que o tiraram das sombras e o colocaram sob os holofotes, por vezes, beirando a extravagância.

Entre os episódios que geraram polêmica, destacam-se suas declarações minimizando as críticas aos direitos humanos no Catar antes do Mundial de 2022, a evocação de ter sido “discriminado” na infância na Suíça e a comparação da campanha eleitoral de 2016 com a “forma como Ruanda se reergueu” após o genocídio de 1994. Mais recentemente, sua iniciativa de conceder um “Prêmio da Paz da FIFA” a Donald Trump e os laços com o ex-presidente norte-americano, inclusive com alegações de intervenção em decisões da FIFA, como o caso do atacante Folarin Balogun, também foram alvo de severas críticas.

O Ponto de Viragem: Investidores Privados e a Reação em Cadeia

Curiosamente, escândalos e polêmicas, como a imposição de pausas para hidratação no Mundial com impacto econômico para patrocinadores, não pareciam abalar a posição de Infantino. O verdadeiro ponto de viragem, no entanto, parece ter sido o anúncio de sua intenção de abrir as portas da FIFA para investidores privados. Essa proposta gerou uma onda de oposição que se espalhou até mesmo para seu círculo mais próximo, culminando na demissão de seu principal conselheiro, Carlos Cordeiro.

A UEFA, por sua vez, recorreu à sua arma mais forte: a ameaça de boicote ao próximo Mundial. A relação fria entre Infantino e o presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, é notória, e Ceferin já havia classificado como “populista” a forma como o líder da FIFA vangloriou seu projeto de um Mundial a cada dois anos em 2021, ideia que acabou sendo abandonada meses depois. Esse projeto, aliás, é um dos poucos aos quais Infantino renunciou por completo.

A Estratégia de Consolidação e o Futuro Incerto

Apesar dos reveses, Infantino tem sido bem-sucedido em outras frentes de expansão. Conseguiu alargar o Mundial de 32 para 48 equipes, embora não em 2022 como desejava, mas sim na edição de 2026, e planeja expandir para 64 equipes em 2034. No ano passado, inaugurou o aguardado Mundial de Clubes com 32 equipes. Essas competições ampliadas são cruciais para a FIFA, pois permitem um aumento considerável de suas receitas.

Em sua busca por “tornar o futebol verdadeiramente mundial”, Infantino redistribui parte dessas receitas para federações nacionais, especialmente as mais pobres. Essa é uma forma eficaz de consolidar seu apoio e manter-se no poder. Contudo, a recente onda de críticas e a inédita oposição de confederações e federações levantam a questão: será que esses apoios financeiros serão suficientes para que Gianni Infantino mantenha seu cargo, agora que seu trono no futebol mundial nunca pareceu tão fragilizado?

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