Corinthians age rápido para resolver problemas no gramado da Arena
O Corinthians, que já enfrentou diversas crises em temporadas recentes, viu um novo desafio surgir: a qualidade do gramado da Neo Química Arena. Apesar de ser frequentemente elogiado, o campo apresentou condições precárias após a pausa para a Copa do Mundo, gerando reclamações e preocupação para os próximos jogos.
Reclamações motivam ação imediata
As queixas começaram após a vitória contra o Remo, em julho, quando jogadores relataram excesso de areia e lesões nos joelhos. A situação se agravou com o empate sem gols contra o Athletico Paranaense, quando o técnico Fernando Diniz classificou o gramado como o pior desde a construção da Arena. Essas declarações públicas motivaram o clube a buscar uma solução urgente.
Esforço concentrado e tecnologia para acelerar a recuperação
Em uma corrida contra o tempo, o Corinthians formou uma força-tarefa com a World Sports, empresa responsável pela manutenção do gramado. Nos dias que antecederam a partida contra o Internacional pela Copa do Brasil, foram aplicadas doses intensificadas de fertilizantes e produtos agronômicos para aumentar a densidade da grama e firmar a camada de areia. O objetivo foi tornar o terreno mais seguro e menos abrasivo o mais rápido possível. Testes foram realizados para avaliar a evolução, com a expectativa de melhora gradual e plenitude em meados de setembro.
Troca de gramado e desafios técnicos explicam a situação
A necessidade da intervenção se deu pela troca completa do gramado, que já sofria com o acúmulo de matéria orgânica após quase dez anos de uso contínuo. A obra, planejada para o início da pausa da Copa do Mundo, foi adiada devido à cessão da Arena para a CBF. A World Sports explicou que, embora as práticas internacionais recomendem cerca de oito semanas para a maturação completa de gramados híbridos como o da Arena, o campo foi liberado para uso em aproximadamente 40 dias. O gramado da Neo Química Arena é o único no Brasil com 100% de grama de inverno (Ryegrass), seguindo o padrão de estádios da Premier League, e conta com um sistema de resfriamento de raízes e 2% de fibras sintéticas para reforço, exigência da FIFA para grandes eventos.





