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Presidente da Fifa, Gianni Infantino, não deve sofrer sanções do COI por caso Balogun

Presidente Da Fifa, Gianni Infantino, Não Deve Sofrer Sanções Do Coi Por Caso Balogun

Resistência interna no COI e dependência financeira da Fifa dificultam punição a Infantino.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, não deve enfrentar sanções por parte do Comitê Olímpico Internacional (COI) em relação ao caso Folarin Balogun, segundo informações do site britânico The Guardian. Infantino foi acusado pela organização FairSquare de ter infringido a neutralidade da entidade esportiva durante a Copa do Mundo, após uma suposta intervenção no episódio da expulsão do jogador norte-americano Folarin Balogun.

Interferência na decisão do árbitro e apelo de Trump no centro da polêmica.

A denúncia surgiu após o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter revelado ter contatado Gianni Infantino solicitando a revisão do cartão vermelho mostrado a Balogun na partida contra a Bósnia. A FairSquare, organização voltada para a responsabilidade no esporte e combate à repressão política, apontou a ação como uma quebra de imparcialidade.

Fatores que blindam Infantino: neutralidade, processos internos e relações estratégicas.

Gianni Infantino, que integra o COI desde 2020, parece ter uma proteção interna na entidade. Há resistência em intervir nas regras e decisões de federações internacionais como a Fifa, especialmente quando os processos internos de apelação ainda não foram completamente esgotados. Fontes ouvidas pelo The Guardian indicam que o COI possui uma dependência comercial e de relevância junto ao público jovem em relação à Fifa. Além disso, a proximidade dos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028 também é vista como um fator que desencoraja qualquer punição ao dirigente.

Ausência de reclamações formais e desfecho favorável na competição diminuem atrito.

Até o momento, o COI não recebeu reclamações formais da Uefa ou da Real Associação Belga de Futebol, entidades que se manifestaram publicamente contra a reversão da punição a Balogun. Contudo, a vitória da seleção europeia sobre os Estados Unidos na competição parece ter aliviado as tensões com a Fifa. O atacante Folarin Balogun foi originalmente expulso pelo árbitro Raphael Claus após revisão do VAR, mas a Fifa aplicou o Artigo 27 do Código Disciplinar, convertendo o cartão vermelho em um período probatório de um ano, liberando o jogador para a partida seguinte.

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