Pressão histórica e busca por legado
Matheus Cunha não hesita ao afirmar que a Seleção Brasileira carrega a responsabilidade de conquistar a Copa do Mundo. Para o atacante, a rica história do futebol nacional e os ídolos do passado criam um legado que inspira as gerações atuais a buscar o título, sem, no entanto, criar comparações diretas.
“A responsabilidade do Brasil sempre é ganhar a Copa do Mundo, por toda a história que a seleção construiu. Os jogadores do passado são nossos grandes ídolos. Não faz sentido querer ser maior do que eles. O nosso caminho é construir a nossa própria história”, declarou Cunha.
O jogador ressaltou que o objetivo é alcançar as mesmas glórias das seleções campeãs, mas com a identidade do elenco atual. “Tenho certeza de que ninguém faz esse tipo de comparação internamente. Queremos atingir os mesmos objetivos que eles alcançaram”, completou.
Adaptação e tática: o papel do falso 9
Firmado como titular na posição de falso 9, Matheus Cunha se sente à vontade na função e reconhece sua importância tanto no ataque quanto na recomposição defensiva, um aspecto exigido de quase todo o time.
“Cada jogo tem um enfoque diferente. As formações mudam bastante durante a partida, então é preciso flutuar muito. Contra a Noruega, por exemplo, vimos nos vídeos que Odegaard atua como meia e muda bastante de posição conforme o jogo. Também preciso estar preparado para me adaptar”, explicou.
Cunha detalhou que a versatilidade é fundamental. “Em alguns momentos o treinador pede para eu circular mais por dentro e criar jogadas; em outros, abrir mais o campo. Tudo depende da necessidade da partida”, pontuou o atacante de 27 anos.
Conhecimento sobre Haaland e atenção às bolas paradas
Atuando na Premier League, Matheus Cunha tem enfrentado com frequência Erling Haaland, principal nome da Noruega e um dos atacantes mais temidos do futebol mundial. O brasileiro reconhece a qualidade do adversário.
“O Haaland é um grande jogador. Acompanho a carreira dele desde o Borussia Dortmund e já tive outras oportunidades de enfrentá-lo. Temos um relacionamento saudável, sempre nos cumprimentamos depois dos jogos. Mas, dentro da seleção da Noruega, ele é uma arma muito forte e exige atenção de todos”, afirmou.
Além do poder de fogo de Haaland, a comissão técnica brasileira tem direcionado atenção especial para a força da Noruega nas bolas paradas. O tema foi intensamente trabalhado nos treinos visando neutralizar essa arma do adversário.
“A responsabilidade na marcação vai ser muito grande. Boa parte do nosso treino foi dedicada a organizar a defesa, porque a Noruega tem uma arma muito forte na bola parada. Sabemos como isso é importante e estamos ajustados para, se Deus quiser, terminar o jogo sem sofrer gols”, concluiu Cunha.





