Conmebol avalia pausa em torneios masculinos durante a Copa Feminina de 2027
A realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil levanta discussões importantes sobre o calendário do futebol nacional e continental. A Conmebol, entidade máxima do futebol sul-americano, considera “desejável” a paralisação dos seus torneios, como a Libertadores, durante o período da competição feminina, que ocorrerá entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. No entanto, a decisão final ainda está em fase de análise, sem uma definição clara sobre os moldes dessa possível pausa.
CBF já confirma interrupção dos campeonatos brasileiros
Em contrapartida, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já deu um passo adiante. Em outubro de 2025, a entidade apresentou o calendário do futebol brasileiro para o ciclo 2026-2029, que inclui a Copa Feminina de 2027. A CBF garantiu que haverá uma paralisação nos campeonatos nacionais durante o Mundial. Contudo, ainda persistem dúvidas sobre a duração exata dessa pausa e se ela abrangerá todas as divisões do futebol masculino. Essas questões deverão ser esclarecidas nos próximos meses, com a divulgação do calendário oficial para o próximo ano.
Estádios da Copa Feminina e o ‘Período de Proteção do Gramado’
A organização do torneio também impõe regras específicas para os estádios. A FIFA determina um “Período de Proteção do Gramado”, que exige a ausência de jogos nos 28 dias anteriores ao início da competição e nos cinco dias posteriores ao seu término. Essa determinação gerou questionamentos, como o do Consórcio Fla-Flu, responsável pela administração do Maracanã, que está confirmado como palco da final e cotado para a abertura. A FIFA já oficiou o Governo do Estado do Rio de Janeiro para garantir o cumprimento das obrigações contratuais referentes ao uso exclusivo do estádio e à preservação do gramado.
Flamengo aguarda definição e presidente se manifesta contra a pausa
O Flamengo, cujas partidas no Maracanã podem ser afetadas, informou que aguarda o posicionamento da CBF e da Conmebol para entender como a questão será resolvida. O presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista (Bap), expressou em coletiva sua opinião de que o futebol masculino não deveria ser interrompido durante a Copa Feminina. A definição sobre a paralisação dos calendários impactará diretamente os clubes que utilizam os oito estádios-sede espalhados pelo Brasil.





