Um Tabu Histórico Quebrado
A eliminação da Noruega nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, diante da Inglaterra, trouxe um novo e peculiar desdobramento para a já dolorosa saída do Brasil da competição. Pela primeira vez em 92 anos, o time que despachou a seleção brasileira não avançou para as semifinais do torneio. Esse fato marca uma quebra significativa em um padrão histórico que acompanhava o futebol brasileiro em Copas.
O Padrão do Algoz nos Melhores Colocados
Desde a Copa do Mundo de 1938, na França, uma curiosa estatística se repetia: sempre que o Brasil não conquistava o título mundial, o adversário responsável por sua eliminação terminava a competição entre os quatro primeiros colocados. Seja campeão, vice-campeão ou terceiro colocado, o algoz brasileiro sempre se mantinha no pódio. Na edição de 1938, a Itália, que viria a ser bicampeã mundial, foi a responsável pela queda brasileira.
O Século XXI e as Eliminações Dolorosas
Neste século, o Brasil acumulou eliminações marcantes contra adversários de peso. Em 2022, a Croácia, que terminou em terceiro lugar, foi o algoz. Em 2018, a Bélgica também conquistou a medalha de bronze e eliminou a seleção brasileira. As edições de 2006 e 2010 viram o Brasil cair para a vice-campeã: França e Holanda, respectivamente. Em 2014, o maior vexame recente veio com a derrota para a Alemanha, que se sagrou campeã naquele ano.
Outras Eliminações Notáveis e a Pior Campanha Desde 1990
Além das eliminações citadas, o Brasil também caiu para o futuro campeão em 1978 (Argentina) e 1982 (Itália). As Copas de 1950 e 1998 registraram o vice-campeonato brasileiro, com derrotas para Uruguai e França, respectivamente. A Copa de 2026 representa a pior campanha brasileira desde 1990, quando a Argentina, vice-campeã daquela edição, eliminou o Brasil nas oitavas de final. A derrota por 2 a 1 para a Noruega, que agora também está fora da disputa pelo título, apenas reforça o caráter inusitado e decepcionante desta participação.





