Revolução na Arbitragem Brasileira
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu um passo significativo rumo à modernização da arbitragem nacional com a introdução da tecnologia de impedimento semiautomático (SAOT). A estreia ocorreu no último sábado, 25, em duas partidas simultâneas pelo Brasileirão: Athletico-PR x Internacional e Santos x Chapecoense. Este avanço tecnológico, que já é utilizado pela FIFA desde a Copa do Mundo de 2022, chega ao futebol brasileiro com um investimento de R$ 25 milhões, prometendo maior precisão e agilidade nas decisões.
Tecnologia de Ponta em Campo
O sistema SAOT empregado no Brasileirão conta com a mesma tecnologia utilizada na Premier League inglesa. São instaladas entre 28 e 32 câmeras de visão computacional em cada um dos 20 estádios que recebem jogos da Série A. Essas câmeras captam imagens em resolução 4K e a 100 frames por segundo, transmitindo-as em tempo real para a Central do VAR, localizada no Rio de Janeiro. Desenvolvida pela GeniusIQ, plataforma de IA e dados da Genius Sports, a tecnologia automatiza a identificação do momento exato do passe e gera um modelo tridimensional do lance, auxiliando diretamente o árbitro de vídeo (VAR).
Diferenças Cruciais em Relação ao Modelo FIFA
Apesar de compartilhar o nome, a aplicação do impedimento semiautomático no Brasil apresenta diferenças importantes em relação ao modelo utilizado pela FIFA na Copa do Mundo. Enquanto no Mundial a tecnologia comunicava a decisão em tempo real, orientando os assistentes de campo a sinalizar o impedimento imediatamente, no Brasileirão o sistema atuará de forma complementar. Os assistentes continuarão a tomar a decisão inicial em campo, e a tecnologia será acionada posteriormente para confirmar ou corrigir a marcação, apenas após o término da jogada. Outra distinção é a ausência de um chip na bola oficial do campeonato, algo presente na Copa, sendo essa lacuna compensada pela alta qualidade das câmeras.
Compromisso com a Transparência e Precisão
O presidente da CBF, Samir Xaud, destacou o investimento como um compromisso com a transparência, a justiça esportiva e a credibilidade das competições. Sandro Meira Ricci, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, reforçou que o principal objetivo é oferecer mais precisão, transparência e agilidade, especialmente em lances complexos, visando decisões mais consistentes e o fortalecimento da confiança no jogo. A implementação do SAOT faz parte de um plano de gestão que visa elevar o padrão da arbitragem brasileira, alinhando-a às principais ligas do mundo.





