Adam Guram, jovem médio ofensivo de apenas 17 anos do Hajduk Split, tem sido o centro das atenções de clubes de elite como Arsenal e Chelsea. Em meio a este assédio, Vadim Shablii, CEO da ProStar Football Agency e agente do jogador, concedeu uma entrevista exclusiva ao Flashscore, abordando o futuro da promessa e os desafios da gestão de carreira de talentos em ascensão.
Shablii, que também representa jogadores estabelecidos na Premier League como Vitali Mykolenko (Everton) e Yehor Yarmolyuk (Brentford), enfatizou a importância de uma abordagem cuidadosa para Guram, destacando o potencial do atleta e a necessidade de um desenvolvimento gradual.
O que os grandes clubes veem em Adam Guram?
Questionado sobre o que torna Guram tão especial a ponto de atrair gigantes europeus mesmo sem uma temporada completa no futebol sênior, Shablii foi direto: “Acho que, antes de mais, os clubes conseguem ver o seu potencial. O Adam é um jogador muito jovem, mas já tem uma boa compreensão do jogo, qualidades técnicas fortes e a atitude certa para trabalhar. Ele quer sempre aprender e evoluir.”
No entanto, o agente ressalta a importância da paciência. “Claro que ainda tem muito caminho a percorrer e muito para aprender. Penso que o mais importante agora é não apressar as coisas e dar-lhe a oportunidade de se desenvolver passo a passo”, completou.
A importância da orientação na carreira de um jovem talento
Para jogadores jovens como Guram, com pouca experiência no mundo do futebol, a orientação do agente se torna ainda mais vital. Shablii explica que seu papel vai além da gestão de carreira, estendendo-se ao apoio em situações inéditas para o atleta.
“Quando um jogador é muito jovem, o nosso papel não é apenas gerir a sua carreira, mas também ajudá-lo a lidar com diferentes situações que está a enfrentar pela primeira vez. Os jovens jogadores têm o seu primeiro contrato profissional pela frente, interesse de grandes clubes, atenção dos media e muitas outras coisas que podem ter um grande impacto nas suas carreiras”, afirmou. A meta é oferecer “conselhos honestos e corretos” para decisões que beneficiem o desenvolvimento a longo prazo.
Transferências milionárias: cautela para não apressar o desenvolvimento
A possibilidade de uma grande transferência precoce na carreira de Guram levanta preocupações sobre a pressão. Shablii reconhece que “uma grande transferência com esta idade é um passo sério”, que pode trazer “novas oportunidades, mas também pressão adicional”.
Para a ProStar Football Agency, a escolha não se limita a encontrar um grande clube. “Precisamos de perceber se este é o passo certo para o Adam neste momento em particular. Temos de olhar para mais do que apenas o nível da equipa. Também temos de considerar o tempo de jogo, o treinador e as oportunidades de desenvolvimento futuro”, ponderou. O agente destacou que a estreia de Guram no time principal do Hajduk Split aos 17 anos demonstra sua preparação mental para o alto nível.
Academia ou time principal? O caminho ideal para a evolução
Não há uma fórmula única para o desenvolvimento de jovens jogadores, segundo Shablii. A decisão entre integrar a academia de um grande clube ou ganhar experiência no time principal de um nível inferior é “muito individual e depende do próprio jogador, do seu caráter e da sua situação”.
Ele citou o exemplo de Yehor Yarmolyuk, que, antes de chegar ao time principal do Brentford, passou pela equipe B do clube, ganhando “experiência física em jogos particulares contra equipas seniores”. Para alguns, a academia oferece “ótimas infraestruturas, treinadores de qualidade e um nível competitivo elevado”; para outros, “jogar regularmente pela equipa principal e ganhar experiência no futebol sênior” é mais importante. O crucial, para Shablii, é que o jovem esteja “no ambiente certo, onde possa ter tempo de jogo regular e continuar a evoluir”.
A agência lida com a “grande responsabilidade” de tomar decisões que podem afetar a carreira dos jogadores por anos, sempre em conjunto com o atleta e sua família. Sobre os contratos longos, como os oferecidos pelo Chelsea, Shablii reconhece o apelo, mas enfatiza que a duração não deve ser o fator principal. “Para um jovem jogador, é muito mais importante perceber qual o papel que o clube lhe reserva, que oportunidades terá para evoluir e quanto tempo de jogo poderá ter”, concluiu.
Shablii também refletiu sobre o sucesso de Yarmolyuk no Brentford, destacando a importância da adaptação gradual e do suporte fora de campo. Ele também mencionou a recente renovação de contrato de Vitali Mykolenko com o Everton, uma decisão “certa para todos” devido à familiaridade do jogador com o clube e o reconhecimento de seu papel no projeto de longo prazo. Por fim, o agente comentou o domínio da Premier League no mercado de transferências, vendo-o como uma “oportunidade adicional” para os jogadores, mas também defendendo um “equilíbrio” para a saúde geral do futebol.





