Campeão do mundo em 1994, o ex-atacante Müller expressou sua preocupação com o desempenho da Seleção Brasileira na Copa do Mundo deste ano. Em sua análise, a principal fragilidade do time canarinho reside na ausência de múltiplos jogadores de alto nível técnico, comparáveis a Neymar.
Müller destacou que a dependência de um único craque como Neymar é um ponto fraco para o Brasil. “A minha tristeza é que só tem um Neymar, e meia boca. Se a gente tivesse cinco ou seis, a gente estaria batendo de frente com a França, Espanha e Argentina, mas infelizmente não temos”, afirmou o ex-jogador durante a live “Seleção Estadão”. Ele ainda lamentou a situação de Neymar, que não estará disponível para a partida de estreia contra Marrocos devido a uma lesão na panturrilha direita.
Neymar e a luta contra o tempo
Aos 34 anos, Neymar tem enfrentado uma série de lesões nas últimas temporadas. A recente contusão na panturrilha, diagnosticada como grau 2, coloca o craque em uma corrida contra o tempo para se recuperar a tempo de disputar o Mundial. “A contusão de panturrilha é complicada, até pela idade do Neymar. O corpo já não responde como antes”, comentou Müller, alertando que a fase de transição de um jogador lesionado pode ser enganosa. “O campo não. O campo denuncia, revela tudo. São coisas distintas”, ressaltou.
Expectativa para o retorno do camisa 10
Apesar das incertezas, Müller aposta no retorno de Neymar para as fases mais decisivas do torneio. “O Neymar acho que vai voltar somente na segunda fase”, projetou o campeão de 1994, esperando que, mesmo com pouco tempo em campo, o atacante consiga fazer a diferença.
Estreia e grupo da Seleção
O Brasil fará sua estreia na Copa do Mundo no próximo sábado, dia 13, às 19h (horário de Brasília), enfrentando Marrocos em Nova Jersey. O Grupo C do torneio também conta com as seleções do Haiti e da Escócia. A live “Seleção Estadão” ocorre diariamente, às 10h, no YouTube e nas redes sociais do jornal.





