Promotoria acusa vice-presidente de apropriação indébita e furto qualificado
O Ministério Público de São Paulo apresentou uma denúncia contra Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, no chamado ‘caso Nike’. A investigação, que apura suspeitas de desvio de patrimônio, baseia-se em uma auditoria interna que revelou o ‘desaparecimento’ de 131 itens de materiais esportivos fornecidos pela Nike ao clube. Mendonça, que já negou as acusações anteriormente, não comentou o caso até o momento.
Prejuízo estimado em R$ 6,21 milhões e itens ‘sumidos’ da Nike
A denúncia do promotor Cássio Roberto Conserino detalha a acusação de apropriação indébita agravada e furto qualificado. A auditoria interna do Corinthians identificou a falta de 100 camisas, nove blusas, nove calças, seis pares de tênis, quatro shorts, duas malas e uma mochila, todos da marca Nike. Segundo a apuração, todas as retiradas foram vinculadas diretamente a Armando Mendonça, que teria solicitado e liberado os materiais para uso próprio ou de terceiros. As notas fiscais desses produtos não foram registradas no sistema de gestão do clube. O prejuízo financeiro total é estimado em R$ 6,21 milhões, sendo R$ 5,14 milhões contabilizados em 2024 e R$ 1,07 milhão entre maio e setembro de 2025.
Acusações incluem coação e falhas na governança do clube
Além dos crimes relacionados ao desvio de material, Mendonça é acusado de coação no curso do processo, por supostamente ameaçar testemunhas e diretores que investigavam as irregularidades. O promotor solicitou o afastamento cautelar do vice-presidente de suas funções para evitar interferências na investigação, incluindo a proibição de contato com diretores do clube. A denúncia também aponta falhas na governança administrativa do Corinthians, com menção a milhões de reais em notas fiscais não contabilizadas, e pede indenizações por danos materiais e morais causados à imagem da instituição.
Críticas ao inquérito policial e pedidos do Ministério Público
O promotor Cássio Roberto Conserino também teceu críticas ao inquérito policial conduzido pela Polícia Civil, considerando-o incompleto por não analisar devidamente a auditoria interna e o processo administrativo do clube. A Promotoria busca, além do afastamento de Mendonça, a proibição de contato com diretores e o pagamento de indenizações. A investigação também mencionou retiradas de itens da NFL e pedidos semelhantes que foram cancelados ao se perceber a fiscalização interna.





