Um Divisor de Águas Chamado Catar
A Copa do Mundo de 2022 marcou uma virada significativa na trajetória de Lionel Messi. Campeão de praticamente todos os títulos possíveis em sua carreira, o craque argentino finalmente conquistou o troféu que lhe escapava. Em 2026, Messi chega com uma nova perspectiva, consolidando uma relação de amor com o torneio que agora transcende as dolorosas decepções do passado.
Quebrando Recordes e Superando Fantasmas
Próximo de se tornar o maior artilheiro da história das Copas, superando Miroslav Klose, Messi já demonstrou sua força na estreia contra a Argélia, quebrando sete recordes. Apesar das estatísticas, o jogador minimiza os feitos individuais, focando no desempenho coletivo. A rivalidade com Kylian Mbappé, que também busca se destacar, adiciona tempero à competição.
O Ponto de Ruptura e o Retorno Triunfal
A relação de Messi com a seleção argentina e a Copa do Mundo esteve perto do fim em 2016. Após uma série de vice-campeonatos, incluindo a Copa América daquele ano, Messi anunciou sua aposentadoria da seleção, emocionado e descrente. “A seleção acabou para mim”, declarou na época, após a derrota para o Chile. A Argentina já havia perdido a final da Copa do Mundo de 2014 para a Alemanha e a Copa América de 2015 para o Chile.
Pressão, Sacrifício e a Busca Pelo Sonho
A decisão de Messi de deixar a seleção gerou comoção nacional, com apelos de torcedores, figuras como Diego Maradona e até do então presidente Mauricio Macri. Em 2017, ele retornou, ajudando a classificar a Argentina para a Copa de 2018 com uma atuação heroica contra o Equador. As Copas de 2006 e 2010 foram marcadas por sua juventude e, posteriormente, pela ausência de gols, culminando na derrota expressiva para a Alemanha em 2010. Em 2018, o clima na seleção era de caos, com conflitos internos e uma eliminação precoce nas oitavas de final para a França.
A Reconstrução e a Conquista da América
Após a Copa de 2018, Messi se afastou novamente da seleção, retornando em março de 2019. Sob o comando de Lionel Scaloni, o time passou por uma reconstrução. A persistência rendeu frutos em 2021, com a conquista da Copa América, o primeiro título de Messi com a seleção principal. A sequência vitoriosa incluiu a Finalíssima contra a Itália e, finalmente, a glória na Copa do Mundo de 2022.
O Legado em Construção
Aos 38 anos, Messi vive o que possivelmente é sua última Copa do Mundo. A busca pelo título em 2022 o manteve obstinado, mesmo após a conquista da América. O encerramento de sua jornada em Copas pode ser glorioso, com a possibilidade de levantar o troféu mais cobiçado do futebol. Enquanto isso, no futebol de clubes, ele encontrou um novo lar na MLS, buscando tranquilidade após anos de intensa pressão.





