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Casa Branca defende vistos negados a árbitro somali e parte da delegação iraniana para a Copa do Mundo de 2026

Casa Branca Defende Vistos Negados A árbitro Somali E Parte Da Delegação Iraniana Para A Copa Do Mundo De 2026

Medida visa impedir acesso de “agentes mal-intencionados”

A Casa Branca, através de Andrew Giuliani, diretor executivo da Força-Tarefa para a Copa do Mundo de 2026, defendeu a decisão dos Estados Unidos de negar vistos ao árbitro somali Omar Abdulkadir e a membros da delegação iraniana. Segundo Giuliani, as recusas ocorreram por “razões muito boas”, com o objetivo de impedir que “agentes mal-intencionados” utilizem o evento como pretexto para entrar no país.

“Até este momento, tivemos 35 equipes que vieram aos Estados Unidos”, declarou Giuliani em um evento em Washington, ressaltando que nenhum jogador ou treinador teve a entrada negada. “Houve alguns dirigentes aos quais a entrada foi negada, e por razões muito boas”, complementou, sem entrar em detalhes específicos sobre os casos.

Árbitro somali e delegação iraniana são alvos de negação de vistos

O caso do árbitro somali Omar Artan, que seria o primeiro de seu país a apitar em uma Copa do Mundo, foi especificamente mencionado. Artan, eleito árbitro do ano pela Confederação Africana de Futebol em 2025, teve sua entrada negada no aeroporto de Miami no último sábado. A Somália, país de origem de Artan, está entre as nações cujos cidadãos são afetados por uma proibição de entrada nos EUA, imposta pela administração de Donald Trump.

Em relação à seleção iraniana, que terá suas partidas da fase de grupos sediadas nos Estados Unidos, a situação também envolve negação de vistos para alguns membros da equipe de apoio. A federação iraniana informou que sua cota de ingressos para torcedores também foi revogada. Giuliani confirmou que, embora toda a comissão técnica iraniana tenha permissão para entrar, “alguns dirigentes iranianos que não vão entrar, novamente, por razões muito boas”. Ele sugeriu que pode haver indivíduos se passando por treinadores.

Segurança nacional e “igualdade de condições” em foco

Giuliani destacou a preocupação em garantir “igualdade de condições” para todas as seleções participantes da Copa do Mundo de 2026, ao mesmo tempo em que se assegura que pessoas ligadas ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) não tenham acesso aos Estados Unidos. O funcionário garantiu que, apesar de não haver “ameaças críveis” contra o torneio no momento, a comunidade de inteligência intensificou seus esforços de monitoramento.

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