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Árbitro somali impedido de entrar nos EUA para a Copa do Mundo alega preconceito e “problema com o meu país”

Árbitro Somali Impedido De Entrar Nos Eua Para A Copa Do Mundo Alega Preconceito E “problema Com O Meu País”

Impedimento antes da estreia

Omar Abdulkadir Artan, árbitro somali selecionado pela FIFA para atuar na Copa do Mundo, foi impedido de entrar nos Estados Unidos às vésperas do torneio. Em entrevista ao jornal The New York Times, Artan expressou profunda indignação e declarou acreditar que sua nacionalidade foi o motivo da recusa. “Acho que eles têm um problema com o meu país”, afirmou o juiz de 34 anos.

Sonho interrompido e documentação em ordem

Artan tinha a expectativa de fazer história como o primeiro árbitro somali em uma edição de Copa do Mundo. Ele assegura ter apresentado toda a documentação necessária, incluindo o visto apropriado e papéis relacionados à sua participação no torneio. “Estou muito, muito desapontado. Eu tinha a documentação correta e tudo mais. Tinha o visto certo”, disse.

Longa espera e ausência de justificativa

O árbitro relatou que, após desembarcar nos Estados Unidos, passou por uma entrevista com agentes de imigração que durou aproximadamente 11 horas. Ao final do processo, sua entrada foi negada e ele permaneceu sob custódia por algumas horas antes de ser enviado de volta à Turquia. Artan alega que nenhuma explicação detalhada foi fornecida pelas autoridades para justificar a decisão.

Trajetória e frustração

Considerado um dos principais árbitros da África, Omar Abdulkadir Artan teve um currículo notável nos últimos anos, incluindo a final da Liga dos Campeões Africana e o título de árbitro do ano pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025. A exclusão da Copa do Mundo representa a frustração de um objetivo construído ao longo de mais de uma década de trabalho. “Sou apenas um árbitro tentando realizar meu sonho, o maior sonho da minha vida, que é vir à Copa do Mundo”, lamentou.

Posicionamento da FIFA e EUA

A FIFA confirmou que Artan não poderá atuar na competição e ressaltou que não tem influência nos processos migratórios dos países-sede. A entidade foi informada pelas autoridades americanas de que a situação do árbitro não será revista. O governo dos Estados Unidos, por sua vez, informou que a entrada do somali foi negada após avaliações de antecedentes, sem fornecer mais detalhes específicos sobre o caso.

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