A Tunísia chega ao seu sétimo Campeonato do Mundo com um histórico impressionante nas eliminatórias. Liderando o Grupo H com nove vitórias e um empate, marcando 22 gols e não sofrendo nenhum, as Águias de Cartago garantiram sua vaga com duas rodadas de antecedência. Apesar da consistência em chegar ao torneio, o desafio histórico permanece: a equipe ainda busca passar da fase de grupos pela primeira vez.
O Estilo de Jogo: Disciplina e Transição Rápida
A seleção tunisiana é conhecida por seu estilo de jogo taticamente muito disciplinado, priorizando a organização defensiva e transições rápidas. Essa abordagem foi crucial para a campanha invicta e sem gols sofridos na qualificação para o Mundial-2026. Taticamente, a Tunísia alterna entre o 4-3-3 e o 4-2-3-1, com o 4-1-4-1 sendo utilizado sem a posse de bola. Comparada a outras seleções africanas, a Tunísia pode ter menos técnica ofensiva que Marrocos, mas se destaca pela organização superior à da Nigéria.
Suas características principais incluem uma defesa compacta, que joga próxima ao meio-campo para reduzir espaços; um bloco médio/baixo contra adversários mais fortes, focando em fechar o corredor central; e transições rápidas pelos flancos ao recuperar a posse. A equipe é fisicamente forte, intensa nos duelos e competitiva nas bolas aéreas. Sua posse de bola é funcional, buscando objetividade em vez de longas trocas de passes. Jogadores como Mohamed Ali Ben Romdhane são essenciais para a saída de bola e recomposição. O ex-jogador Rodrigo Rodrigues, com passagem pelo Esperance, destaca a força física e a paixão dos torcedores tunisianos, que “ajuda em campo”.
As Estrelas e as Promessas
A principal estrela da Tunísia é o talentoso médio ofensivo Hannibal Mejbri, do Burnley, reconhecido por sua técnica, velocidade e formação nas categorias de base do Manchester United. Outros nomes importantes incluem Ellyes Skhiri, médio do Eintracht Frankfurt; Elias Achouri, avançado do Copenhaga; e Montassar Talbi, defesa do Lorient.
A seleção também aposta em jovens promessas que podem surpreender. Rayan Elloumi, de apenas 18 anos, do Vancouver Whitecaps, é visto como um talento promissor pela sua velocidade e força física. Khalil Ayari, do Paris Saint-Germain, apesar da pouca experiência profissional, foi convocado pelo técnico Sabri Lamouchi devido ao seu potencial ofensivo.
O Caminho no Mundial
Rodrigo Rodrigues acredita que a Tunísia é “candidata a passar o grupo”, prevendo uma disputa acirrada pelo segundo lugar com a Suécia. O futebol africano, segundo ele, “impõe sempre dificuldades no Mundial” devido à sua força física.
A jornada da Tunísia no Mundial começará em 15 de junho contra a Suécia, em Monterrey, México. Em seguida, a equipe enfrentará o Japão em 21 de junho, também em Monterrey. O último desafio da fase de grupos será contra os Países Baixos, em 26 de junho, em Kansas, EUA.





