MP de SP arquiva investigação contra Willian Bigode por suspeita de golpe em Mayke e Scarpa
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) arquivou a investigação que apurava uma suspeita de estelionato praticado pelo ex-jogador Willian Bigode contra os também jogadores Mayke e Gustavo Scarpa. O caso veio à tona há cerca de três anos, na época em que os atletas defendiam o Palmeiras.
A investigação teve início após Mayke e Scarpa relatarem o investimento em uma empresa de criptomoedas indicada por Bigode, com a promessa de retorno entre 3,5% e 5% ao mês. A dupla teria aplicado valores significativos: R$ 6,3 milhões por Scarpa e R$ 4,3 milhões por Mayke, mas não obteve o retorno esperado.
Esquema de pirâmide e prejuízo para todos os envolvidos
Willian Bigode e sua esposa, Camila De Biasi, atuaram como intermediadores, direcionando os valores para a empresa Xland Holding Ltda. O MP-SP apontou indícios de um “esquema de pirâmide”, mas concluiu que o casal não possuía conhecimento da fraude e também sofreu prejuízos.
A decisão de arquivamento baseou-se em inquéritos da Polícia Civil e da Polícia Federal, que reconheceram Willian e Camila como vítimas, determinando o fim de qualquer investigação contra eles. Um trecho da decisão judicial afirma: “Nada, de concreto nos autos se formou a indicar o dolo de estelionato ou de crime correlato na atuação de Willian e Camila”.
Processos cíveis seguem em andamento
Apesar do arquivamento na esfera criminal, o caso continua em tramitação na esfera cível. No início de 2025, Willian Bigode e mais quatro réus foram condenados pela Justiça de SP a pagar cerca de R$ 4,5 milhões a Mayke e sua esposa, Rayanne de Almeida, como ressarcimento do valor investido. Willian recorreu da decisão e aguarda o julgamento em segunda instância.
Uma ação civil movida por Scarpa contra Willian Bigode também ainda está pendente de análise. Em abril deste ano, Scarpa foi advertido pela Justiça por interpor recursos que estariam atrasando o andamento do processo.





