A final da Liga dos Campeões Feminina, que acontece neste sábado em Oslo, na Noruega, já está com ingressos esgotados para o confronto entre o Barcelona e o Lyon. No entanto, a escolha do Estádio Ullevaal, com capacidade para 28 mil espectadores, gerou críticas da estrela do Barcelona, Aitana Bonmatí, que classificou o local como um “retrocesso” para o futebol feminino.
Em entrevista ao meio de comunicação catalão RAC1, Bonmatí expressou sua insatisfação: “A Noruega é um país fantástico, mas as condições são diferentes. Vimos de encher grandes estádios e ir para um campo mais pequeno é um passo atrás”. A jogadora espanhola, acostumada a ver o Barcelona atrair mais de 60 mil torcedores em seu Camp Nou em jogos importantes, comparou a situação, apesar de a média de público do clube em casa nesta temporada ser de pouco mais de 6 mil.
A Perspectiva de um Estádio Cheio
Em resposta às declarações de Bonmatí, a veterana norueguesa Mjelde saiu em defesa da decisão. Ela destacou que a experiência de um estádio completamente lotado pode ser mais impactante do que um local maior, mas com assentos vazios. “Uma Ullevaal cheia é mais entusiasmante do que um estádio meio vazio noutro local – se não estou em erro, o estádio nem sequer esteve cheio na final do ano passado, mesmo sendo maior”, disse Mjelde à Reuters, lembrando a final de 2023, onde o Arsenal venceu o Barcelona em Lisboa, com 38.356 espectadores em um estádio com capacidade para 52.095.
Promovendo o Futebol Feminino Globalmente
Mjelde argumentou que o Barcelona desfruta de uma posição privilegiada na Espanha, atraindo um público massivo, algo que não é replicado em todos os lugares. “Claro que se quer jogar nos maiores estádios, mas nem todos os países os têm. O Barcelona é muito afortunado e privilegiado em Espanha, e provavelmente é a equipa no mundo que atrai mais público, mas não é assim em todo o lado”, afirmou. Ela enfatizou a importância de levar o futebol feminino a diferentes nações para expandir sua popularidade: “Penso que, se se conseguir mostrar futebol em vários países diferentes, será muito mais apelativo”. A jogadora de 36 anos também relembrou o histórico da Noruega como uma das cinco seleções a vencer a Copa do Mundo Feminina, reforçando a relevância do país no cenário do esporte.
Um Ambiente Fantástico Espera Bonmatí
Apesar de sua desilusão com as críticas, Mjelde não demonstrou ressentimento em relação a Bonmatí. Ela sugeriu que, se a estrela espanhola tivesse conversado com suas colegas norueguesas no Barcelona, Caroline Graham Hansen e Martine Fenger, a perspectiva poderia ser diferente. “Somos, naturalmente, um pouco tendenciosas nisto, e é algo subjetivo, mas penso que a Aitana vai sentir um ambiente fantástico. O tempo está bom, ela vai poder estar na Noruega, que é realmente um país muito bonito, por isso acredito que ela vai achar interessante na mesma”, concluiu Mjelde com um sorriso, antecipando uma final memorável.





