Fifa se defende de polêmica com preços de ingressos para a Copa de 2026
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, usou o humor para abordar a polêmica sobre os altos preços dos ingressos para a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos. Em uma conferência em Los Angeles, Infantino brincou que, se alguém comprar um ingresso de US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 10 milhões) para a final, ele pessoalmente providenciaria um cachorro-quente e uma Coca-Cola.
Sistema dinâmico de preços gera controvérsia
A declaração de Infantino surge em meio a críticas sobre o sistema de venda de ingressos para o Mundial. De acordo com o jornal espanhol Marca, a adoção de sistemas dinâmicos de preços, comuns em eventos nos EUA, está inflando os valores para a final a milhões de dólares devido à alta demanda. Este modelo ajusta os preços de acordo com a procura, diminuindo conforme a data da partida se aproxima e os ingressos são vendidos pelo valor de mercado.
Opções mais acessíveis e justificativa da Fifa
A Fifa, no entanto, afirma que existem opções mais acessíveis. Ingressos a partir de US$ 50 (cerca de R$ 246) estão disponíveis para torcedores que adquirirem pacotes para acompanhar sua seleção nacional durante todo o torneio. Infantino defendeu o sistema, explicando que ele se alinha com as práticas do mercado de entretenimento americano, o maior do mundo. Segundo ele, preços mais baixos resultariam em revenda a valores ainda mais altos, dobrando ou triplicando o custo original.
Demanda recorde e ingressos esgotados
O dirigente também ressaltou que 25% dos ingressos para a fase de grupos custam menos de US$ 300 (aproximadamente R$ 1.470). Ele revelou que a Fifa já recebeu mais de 500 milhões de pedidos de ingressos para a edição de 2026, um número recorde em comparação com as duas Copas anteriores juntas. Todas as entradas para as 104 partidas do torneio já estão esgotadas, evidenciando a imensa procura apesar das polêmicas sobre os preços.





