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Gui Santos, o brasileiro do Golden State Warriors, foca em títulos e não em protagonismo: ‘Só quero ajudar o time a ganhar’

Gui Santos, O Brasileiro Do Golden State Warriors, Foca Em Títulos E Não Em Protagonismo: ‘só Quero Ajudar O Time A Ganhar’

Da G-League à rotação dos Warriors: a jornada de Gui Santos

Gui Santos, o único representante brasileiro na NBA, consolidou sua participação na temporada 2025/26 com o Golden State Warriors. Após três temporadas, sua relação com a equipe mudou, saindo do banco para integrar a rotação principal. Escolhido na 55ª posição do Draft de 2022, o ala trilhou seu caminho pela Summer League e pela G-League, onde enfrentou dúvidas e incertezas sobre seu potencial na liga norte-americana.

“Em vários momentos na G-League, tinha jogos ruins que eu falava: ‘Cara, o que eu estou fazendo aqui? Eu não vou conseguir jogar na NBA’. Aí no jogo seguinte eu fazia 25 pontos. Eu falava: ‘Não, calma, tá tudo bem, eu consigo jogar aqui, eu tenho qualidade, estou bem, vamos para cima’”, relata Gui Santos, descrevendo os altos e baixos de sua adaptação. Apesar da inconstância inicial, suas boas atuações o levaram a assinar com a equipe principal em novembro de 2023.

Adaptação e a mentalidade profissional americana

A chegada ao time principal trouxe a necessidade de provação diária e adaptação a um ambiente diferente. “Você tem que se provar todo dia, então você está mais propício a receber críticas a todo momento”, comenta o jogador. Ele descreve o choque cultural inicial, contrastando a atmosfera festiva do basquete brasileiro com a concentração extrema dos americanos antes dos jogos. “Aqui você vai para o jogo, no ônibus com a caixinha de som, todo mundo conversando, trocando ideia, como se fosse ir para uma festa. Lá todo mundo é extremamente profissional, cada um com o seu fone de ouvido, o pessoal falando com a própria família, todo mundo concentrado para o jogo.”

Na sua temporada de estreia pelos Warriors, Gui Santos participou de 23 jogos, com médias de 8 minutos, 3,6 pontos, 2,1 rebotes e 0,6 assistência. A falta de oportunidades o levou a trabalhar em silêncio e com paciência. “Eu passo por coisas e tudo mais e eu não falo tudo para todo mundo. Por exemplo, eu sempre converso bastante com minha mãe, mas tem problemas que ela não vai me ajudar a resolver. Então para evitar ela ter estresse de ‘meu filho não está bem’, era o momento que eu ajoelhava, agradecia por onde eu estava, por tudo que eu tinha passado e continuava trabalhando.”

Oportunidades e a busca pelo título

Nesta temporada, Gui Santos viu seus minutos em quadra aumentarem significativamente, atuando em 68 partidas com média de 20,5 minutos por jogo. Ele atribui essa melhora a oportunidades surgidas devido a lesões e trocas na equipe. “Foi uma coisa que abriu portas para eu ter mais oportunidades dentro do time e com isso eu consegui mostrar um pouco mais do meu jogo, tendo mais minutos, sabendo que ia jogar 30 minutos todos os jogos, isso dá mais confiança para qualquer jogador.”

Mesmo em uma equipe repleta de estrelas como Stephen Curry e Draymond Green, que estão em fase final de suas carreiras, Gui Santos não almeja o posto de “franchise player”. “Eu só quero ajudar o time a ganhar e continuar fazendo o papel que eu estou fazendo. Ajudar, seja sendo o décimo cara ou seja sendo o titular, para mim não muda nada. O fato de quando eu entro na quadra eu tenho que sempre dar o meu máximo e tentar competir um pouco com os caras.”

Seu principal objetivo é conquistar um anel de campeão da NBA, como forma de gratidão à franquia que lhe deu a oportunidade. “Meu objetivo número 1 é conquistar um anel de campeão da NBA. A franquia que me deu tudo que eu tenho hoje, todas as oportunidades, quando 55 times me passaram na loteria no draft, eles me escolheram. Acho que é uma forma que eu gostaria de retribuir, esse carinho que eles tiveram por mim, desde o começo.”

A ‘brasilidade’ nos Warriors

Gui Santos também leva a “brasilidade” para o vestiário dos Warriors, ajudando a aliviar o clima. “Eu falo para os caras, a ginga brasileira. Eu sempre tento trazer disso um pouco, seja na dança, a gente dançando antes dos jogos, seja na zoeira. Perturbo todo mundo lá, fisioterapeuta, preparador físico, eles me veem chegando, e falam: ‘Vixe, acabou a paz’”, conta o ala. O que antes era um susto com a seriedade do ambiente, transformou-se em intimidade, permitindo que ele traga leveza e diversão para a equipe durante a longa temporada.

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