A busca pelo maior artilheiro do México na história das Copas do Mundo não aponta para um único nome, mas para um empate no topo. Com quatro gols cada, Javier “Chicharito” Hernández e Luis “El Matador” Hernández dividem a honra de serem os maiores goleadores da “El Tri” no torneio mais prestigiado do futebol mundial. Ambos os atacantes gravaram seus nomes de forma definitiva nas estatísticas da seleção nacional, tornando-se lendas para os torcedores.
O Empate no Topo: Dois Caminhos para a Glória
Embora compartilhem a liderança isolada da artilharia, os dois ídolos construíram seus recordes em contextos e épocas distintas. Luis Hernández, conhecido como “El Matador” e por seus marcantes cabelos loiros, teve um desempenho explosivo. Ele marcou seus quatro gols em uma única edição, na Copa do Mundo da França, em 1998. Naquela ocasião, balançou as redes duas vezes contra a Coreia do Sul, e uma vez contra Holanda e Alemanha, estabelecendo-se como o mexicano com o maior número de gols em um único Mundial.
Por outro lado, Javier “Chicharito” Hernández alcançou o topo com longevidade e regularidade. O centroavante distribuiu seus quatro gols por três edições diferentes. Ele marcou contra a França e a Argentina na África do Sul em 2010, contra a Croácia no Brasil em 2014, e fechou sua conta marcando contra a Coreia do Sul na Rússia em 2018. Chicharito também é o maior artilheiro geral da história da seleção mexicana, com 52 gols.
Lendas Abaixo do Topo: Outros Grandes Goleadores Mexicanos
Abaixo do topo dividido pelos dois centroavantes, a lista de artilheiros do México em Mundiais conta com outros nomes históricos. Cuauhtémoc Blanco, um dos jogadores mais técnicos do país, marcou três gols em três Copas diferentes (1998, 2002 e 2010), sendo um especialista em cobranças de pênalti sob pressão. Rafael Márquez, o lendário zagueiro e “Eterno Capitão”, também balançou as redes três vezes, um feito raríssimo para um defensor, marcando em três edições consecutivas (2006, 2010 e 2014) com sua qualidade no jogo aéreo.
Um grupo de jogadores balançou as redes duas vezes em Mundiais, incluindo Jared Borgetti (2002), Omar Bravo (2006), Luis García (1994), Ricardo Peláez e Alberto García Aspe (ambos em 1998), e Manuel Rosas, que marcou gols pioneiros na Copa de 1930.
O Desafio Atual: Quebrar o Jejum para 2026
O peso de marcar em uma Copa do Mundo se torna ainda mais evidente ao analisar a geração atual. O centroavante Raúl Jiménez, um dos maiores artilheiros da história da seleção mexicana em jogos gerais, com mais de 44 gols, disputou as Copas de 2014, 2018 e 2022 sem conseguir balançar as redes uma única vez. Esse contraste estatístico drástico reforça o alto nível de exigência do Mundial e o tamanho do feito alcançado por Chicharito e Luis Hernández.
Com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando, sediada em conjunto por Estados Unidos, México e Canadá, os atacantes do atual elenco terão a oportunidade de quebrar esse jejum ofensivo em casa e, quem sabe, iniciar sua própria corrida contra o relógio para desafiar o recorde de quatro gols estabelecido no passado.
O Significado dos Gols em Copas para o México
Ter o nome cravado no topo das estatísticas de um torneio como a Copa do Mundo transcende as fronteiras do futebol local. Em um país onde o sonho da “quinta partida” – alcançar as quartas de final – se tornou uma verdadeira obsessão nacional ao longo das últimas décadas, os jogadores capazes de decidir os jogos mais tensos do esporte são elevados ao status de heróis incontestáveis na cultura mexicana. Os feitos de Chicharito e Luis Hernández são, portanto, mais do que números; são capítulos gloriosos na história futebolística do México.





