A arbitragem portuguesa de voleibol alcança um novo patamar com a inédita nomeação de Raquel Portela para o Campeonato da Europa feminino de 2026. A notícia surge após uma semana de intensas emoções para a árbitra, que atuou na final da Taça CEV e foi previamente indicada para a Liga das Nações (VNL), colocando-a no epicentro das mais prestigiadas competições da modalidade.
Uma Semana de Emoções e Conquistas
“Tem sido complicado assimilar tanta informação. Ainda não estava em mim com a indicação para a VNL e a final da Taça CEV quando recebi a nomeação para o Campeonato da Europa. Tem sido emotivo e incrível”, revelou Raquel Portela, refletindo sobre a sequência de conquistas. A poucos dias de celebrar o seu 43.º aniversário, Portela desempenhou o papel de segundo árbitro na final masculina da Taça CEV, na qual o Piacenza ergueu o troféu frente ao SVG Lüneburg na Itália. Anteriormente, já havia sido a primeira árbitra na final feminina de 2025 da mesma competição.
Presença Marcada no Europeu Feminino
O reconhecimento internacional de Raquel Portela foi ainda mais reforçado com a confirmação de que integrará o restrito grupo de cinco juízas que permanecerão durante todo o Campeonato da Europa feminino, a decorrer de 21 de agosto a 06 de setembro de 2026. “Fui informada pelo Conselho Europeu de Arbitragem da CEV que vou ficar até ao final. Desde o princípio do Europeu, que irá contar com a seleção portuguesa, até ao fim. É incrível”, sublinhou a árbitra, que foi informada da nomeação antes de dirigir o decisivo quinto jogo das meias-finais do campeonato feminino português entre FC Porto e Benfica.
Ascensão no Voleibol Internacional
Esta nomeação soma-se à já confirmada participação na Liga das Nações, onde Raquel Portela fará a sua estreia ao lado do experiente Ricardo Ferreira. A árbitra portuense integrará um grupo em Hong Kong, na China, durante a terceira semana da vertente feminina da prova, entre 08 e 12 de julho. Além disso, Portela foi promovida esta época ao grupo de mentoria da CEV, um passo crucial para árbitros que aspiram a dirigir jogos da Liga dos Campeões. “Há sempre algo ainda para vir. Mas alcançar o que alcancei em tão pouco tempo tem sido inacreditável”, afirmou a árbitra internacional lusa.
O Sonho Olímpico e o Legado
Como a primeira árbitra portuguesa a dirigir uma final de uma competição europeia, Raquel Portela expressa o seu maior sonho: marcar presença nos Jogos Olímpicos. Consciente do caminho a percorrer, ela sabe que a concretização desse objetivo exige “dirigir muitos jogos e continuar a somar nomeações”. A sua trajetória e as recentes conquistas solidificam o seu legado e inspiram futuras gerações na arbitragem do voleibol nacional e internacional.





