A conexão celestial dos ídolos brasileiros
Oscar Schmidt, o lendário ‘Mão Santa’ do basquete brasileiro, que nos deixou aos 68 anos, possuía uma visão particular sobre sua trajetória e sobre outros gigantes do esporte nacional. Em uma entrevista concedida em 2024, ele revelou que compartilhava uma característica fundamental com Pelé e Ayrton Senna: a concentração. Para Oscar, essa habilidade era tão crucial que ele a comparava a um diálogo direto com Deus, algo que ele sentia vivenciar em seus treinos e jogos mais intensos.
“Para falar com Deus tem de ser muito concentrado, porque não é qualquer papinho”, afirmou Schmidt, explicando que sua dedicação diária e focada aos treinos era sua forma de se conectar a essa energia superior. Ele acreditava que essa mesma concentração era o que permitia aos ícones como Pelé e Senna atingirem o ápice em suas respectivas modalidades, criando uma espécie de “santíssima trindade” do esporte no Brasil.
Concentração, o elo entre o basquete, o futebol e a F1
Oscar Schmidt, tricampeão mundial de basquete, idolatrava Pelé desde a infância e admirava Ayrton Senna, a quem acompanhava com devoção nas corridas de Fórmula 1. A capacidade de ambos em performar sob pressão, em momentos decisivos, era algo que ressoava profundamente em sua própria experiência. Ele via na concentração a chave para superar limites e alcançar feitos extraordinários, algo que ele aplicava rigorosamente em sua carreira.
Essa filosofia de vida e esporte, no entanto, sofreu um abalo quando Oscar se mudou para a Itália. Ele sentiu que, ao deixar de lado a rotina de treinos intensos e focados, também havia





