Ação Simbólica e Informativa na Arena
Em resposta a um recente episódio de injúria racial contra o goleiro Carlos Miguel, o Corinthians anunciou uma campanha permanente de combate ao racismo em sua casa, a Neo Química Arena. Como gesto de repúdio e para reforçar a mensagem de que “o racismo não tem lugar” no clube, uma cadeira do setor onde ocorreu o incidente foi retirada por tempo indeterminado. A medida foi tomada após a impossibilidade de identificar o autor da ofensa nas arquibancadas.
Inovação com QR Codes e Educação
No espaço onde antes se localizava a cadeira removida, foi instalado um adesivo com a frase “Aqui, o racismo não tem lugar”. Complementarmente, um QR Code foi afixado, direcionando os torcedores a conteúdos educativos sobre como identificar e denunciar casos de racismo. O clube também planeja expandir a iniciativa com mais pontos de informação e QR Codes espalhados pelo estádio, visando orientar o público sobre como registrar e reportar episódios de discriminação.
Posicionamento Histórico e Profundo do Clube
Rafael Castilho, Diretor Cultural e de Responsabilidade Social do Corinthians, ressaltou a importância estrutural da campanha. “A história do Corinthians é a história do pertencimento e da inclusão. Não é que o principal seja se posicionar para evitar punições desportivas. Nosso posicionamento é muito mais profundo e direto. Somos um clube antirracista. Formado em grande parte por homens e mulheres negras. Jamais seremos coniventes e aceitaremos nos nossos espaços, que devem ser democráticos e inclusivos, atitudes que venham de encontro com nosso papel histórico”, declarou.
Diálogo Além do Esporte
Bruno Brum, CMO da End to End, agência parceira do projeto, destacou que a iniciativa busca promover uma reflexão que transcende o ambiente esportivo. “Racismo não é opinião, é injustiça. Combater o racismo é uma escolha diária de enxergar a dignidade de cada pessoa e agir para que o respeito não seja exceção, mas regra. Esse posicionamento do Corinthians ultrapassa o futebol e dialoga com toda a sociedade”, afirmou Brum. O caso de racismo ocorreu em 22 de abril, durante o empate entre Corinthians e Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro, e o clube paulista já havia se manifestado repudiando o episódio e solidariedade ao goleiro Carlos Miguel, que atuou pelo Corinthians entre 2021 e 2024.





