O presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou que o Irã participará da Copa do Mundo de 2026 e jogará suas partidas nos Estados Unidos da América, apesar das tensões e desafios diplomáticos que cercam a participação do país. A declaração foi feita durante a abertura do congresso da entidade, que ocorreu sem a presença da delegação iraniana. “É claro que o Irã participará da Copa do Mundo da Fifa 2026. E é claro que o Irã jogará nos Estados Unidos da América”, afirmou Infantino, ressaltando que a razão é a necessidade de união, que ele descreve como sua responsabilidade.
Participação Iraniana e Pedidos Recusados
Apesar de o Irã ter se classificado para o torneio, sua participação tem sido marcada por complicações. Teerã havia solicitado locais alternativos para os jogos em solo norte-americano, um pedido que a Fifa rejeitou categoricamente, insistindo na manutenção da programação original. Essa postura da Fifa sublinha a determinação da entidade em manter a integridade do planejamento do evento.
Atritos Diplomáticos e Logísticos
A complexidade da situação ficou evidente com um incidente recente: autoridades da federação de futebol iraniana, incluindo o presidente Mehdi Taj, foram impedidas de entrar no Canadá, voltando do aeroporto de Toronto. Teerã descreveu o ocorrido como “comportamento inaceitável” das autoridades de imigração canadenses, mesmo com a delegação portando vistos válidos. Este episódio destaca os potenciais desafios logísticos e diplomáticos para a Copa do Mundo expandida de 48 equipes, coorganizada por Canadá, Estados Unidos e México, que exigirá que equipes e equipes de apoio se desloquem repetidamente entre diferentes jurisdições.
Em relação à postura dos EUA, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou na semana passada que Washington não tem objeções à participação de jogadores iranianos na Copa do Mundo. No entanto, ele acrescentou que os jogadores não poderiam trazer consigo pessoas com vínculos com a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
Manifestações e Contexto Político
Fora do centro de convenções onde o congresso da Fifa era realizado, cerca de 30 manifestantes se reuniram, exibindo bandeiras iranianas e cartazes. O grupo expressou o desejo de ver uma mudança de regime no Irã e cantou em apoio à figura da oposição iraniana, Reza Pahlavi, adicionando uma camada política ao cenário esportivo.





