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X-Games inova com formato de Liga, salários e clubes: Bob Burnquist explica premiação de R$ 2,6 milhões

X Games Inova Com Formato De Liga, Salários E Clubes: Bob Burnquist Explica Premiação De R$ 2,6 Milhões

Os X-Games, conhecidos como as “Olimpíadas dos esportes radicais”, estão passando por uma transformação significativa. Com a inclusão do skate nos Jogos Olímpicos, o evento busca novos formatos para manter sua relevância e atrair investimentos. Uma das principais novidades é a implementação de um sistema de liga com salários para os atletas, organizado em formato de clubes, onde o Brasil será representado pelo Time São Paulo, comandado pela lenda do skate Bob Burnquist.

Mudança de Narrativa e Novos Horários

Bob Burnquist explica que a nova estrutura visa romper com a narrativa exclusiva em torno das Olimpíadas. “A gente estava preso à narrativa olímpica. Tudo é Olimpíada, ponto, país… Meio que puxou um um vácuo. E o skate é muito mais do que isso”, afirma. A liga não terá pontuação para as Olimpíadas, funcionando como um circuito independente. As competições individuais tradicionais dos X-Games continuarão, mas agora em paralelo a uma disputa entre quatro clubes com nomes de cidades: São Paulo, Tóquio, Nova York e São Francisco.

Salários e Apoio Financeiro para Atletas

Os atletas foram selecionados através de um draft, similar ao de esportes como basquete e futebol americano. Eles receberão apoio financeiro, incluindo passagens e hospedagem para as etapas da liga, além de um salário até o final da temporada, estimado em US$ 30 mil (aproximadamente R$ 157 mil) por atleta. Burnquist ressalta a importância dessa mudança, contrastando com sua própria experiência: “Eu não tinha isso. Eu competia os X-Games, me machucava, não pagava nem a conta do hospital, era pela glória.” Ele destaca que, apesar da alta do skate, nem todos os atletas recebem bem, e o patrocínio nem sempre é suficiente para garantir uma renda estável.

Premiação Recorde e Expansão Futura

O clube vencedor da X-Games League tem a chance de faturar US$ 500 mil (cerca de R$ 2,6 milhões), valor que será dividido entre todos os setores da equipe, incluindo os atletas. Bob Burnquist descreve a premiação como “provavelmente a maior premiação da história dos esportes de ação”. O novo modelo de competição não se limita a divisões nacionais; os times são compostos por atletas de diversas partes do mundo. O Time São Paulo, por exemplo, conta com nomes como Gui Khury e Gabriela Mazetto (Skate), Sky Brown (Skate/Inglaterra), Ryan Williams (BMX/Austrália), entre outros.

São Paulo como Sede e a Busca por Torcida

Há planos para que o Time São Paulo realize ações na capital paulista, e a cidade pode, futuramente, voltar a sediar uma edição dos X-Games, como ocorreu em 2008. Burnquist expressa otimismo sobre a possibilidade de trazer o evento de volta à cidade. A seleção de atletas via draft não impede a contratação de “agentes livres”, como a estrela do skate brasileiro Rayssa Leal, que não participou do draft inicial mas pode ser contratada. Burnquist acredita que a organização em clubes pode gerar engajamento e torcida, comparando com o modelo de equipes de futebol, mas ressalta a necessidade de adaptar essa abordagem à cultura dos esportes de ação, evitando imposições e focando em elementos como cores e identidade visual para criar um senso de pertencimento sem perder a coletividade característica das modalidades radicais.

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