Repescagem decide duas vagas para seleções com passado em Copas
Entre a terça-feira e a madrugada de quarta-feira, quatro seleções entram em campo com um objetivo comum: garantir uma vaga na Copa do Mundo de 2026. República Democrática do Congo, Jamaica, Iraque e Bolívia, cada uma com apenas uma participação em Copas, lutam por duas vagas restantes em uma emocionante repescagem intercontinental. O torneio de 2026 marcaria a segunda vez que essas nações estariam presentes no maior palco do futebol mundial.
Confronto africano-caribenho define um classificado para o Grupo K
O primeiro duelo coloca frente a frente a República Democrática do Congo e a Jamaica. A partida, que acontece às 18h (de Brasília) no Estádio Akron, em Guadalajara, no México, terá os congoleses como mandantes por possuírem melhor posição no ranking da FIFA. A RD Congo participou da Copa do Mundo em 1974, ainda como Zaire, sendo eliminada na primeira fase com um empate e duas derrotas, incluindo um revés para o Brasil. Naquele ano, a seleção africana conquistou seu último título na Copa Africana de Nações.
A Jamaica, por sua vez, teve sua única participação em Copas no ano de 1998, sob o comando do técnico brasileiro Renê Simões. Os Reggae Boyz também caíram na fase de grupos, com duas derrotas e uma vitória sobre o Japão. Uma estratégia marcante do time jamaicano, que se repete atualmente, é a convocação de jogadores nascidos na Inglaterra, mas com ascendência jamaicana. Atualmente, 13 dos 26 convocados para a repescagem nasceram no Reino Unido. A equipe caribenha precisou superar a Nova Caledônia por 1 a 0 em uma semifinal para chegar a esta decisão. A principal estrela jamaicana é Leon Bailey, do Aston Villa, que iniciou a semifinal no banco de reservas.
Bolívia e Iraque em busca de um lugar no Grupo I
A outra vaga será decidida entre Bolívia e Iraque, em partida marcada para a meia-noite de quarta-feira, no Gigante de Acero, em Monterrey. O vencedor integrará o Grupo I da Copa do Mundo, ao lado de França, Senegal e Noruega. Ambas as seleções passaram por períodos de instabilidade e trocas de treinadores em suas caminhadas. Na Bolívia, o desejo de renovação e o fator altitude foram pilares para manter vivo o sonho mundialista.
Sob o comando de Óscar Villegas, que assumiu a seleção em julho de 2024 com foco no ciclo de 2030, a Bolívia passou por uma reformulação, dispensando veteranos como Marcelo Moreno. Villegas argumentou que o atacante, mesmo tendo abandonado a aposentadoria, não teria condições físicas ideais para a repescagem. A aposta em jovens talentos deu resultado na semifinal, com uma vitória de virada por 2 a 1 sobre o Suriname. A grande joia boliviana é Miguelito, do Santos, que se destacou como vice-artilheiro das Eliminatórias Sul-Americanas, com sete gols, um a menos que Lionel Messi.





