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Perícia aponta que Corinthians deixou de declarar R$ 150 milhões em receitas no Regime Centralizado de Execuções

Perícia Aponta Que Corinthians Deixou De Declarar R$ 150 Milhões Em Receitas No Regime Centralizado De Execuções

Valores não declarados identificados em perícia

O Corinthians teria deixado de declarar aproximadamente R$ 150 milhões em receitas nos documentos apresentados ao Regime Centralizado de Execuções (RCE). A informação foi levantada por uma perícia designada para analisar os números e anexada ao processo no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), conforme divulgado pela ESPN e confirmado pelo Estadão.

O clube, por sua vez, informou que não foi “formalmente intimado sobre a manifestação” e que o montante se refere a “um valor gerencial de caixa que será conciliado à contabilidade, conjuntamente ao administrador judicial”.

O que é o RCE e como funciona?

O RCE é um instrumento jurídico adotado pelo Corinthians para organizar e parcelar cerca de R$ 200 milhões em dívidas cíveis e trabalhistas. O mecanismo centraliza os processos em uma única vara judicial, o que, segundo o clube, evita o bloqueio de contas bancárias e permite o pagamento ordenado aos credores com as receitas do clube, visando a reestruturação financeira.

Análise aponta R$ 149 milhões de diferença

De acordo com a análise realizada pela Laspro Consultores, o Corinthians declarou um total de R$ 64.202.368,75 ao RCE referente a fevereiro de 2026. No entanto, a perícia indicou que o clube arrecadou R$ 213.414.738,29 no mesmo período, resultando em uma diferença de R$ 149.212.369,37.

O perito apontou que a variação ocorreu devido à ausência de inclusão de valores referentes a “operações financeiras” (R$ 76.878.105,68), “transferência” (R$ 65.508.053,90) e “negociação de atleta” (R$ 6.826.209,79) nas receitas declaradas.

Justiça pede explicações e bloqueio de valores

O perito solicitou à Justiça que o Corinthians seja intimado para prestar esclarecimentos sobre a diferença nos valores declarados. Além disso, determinou que o clube disponibilize os recursos provenientes da venda de jogadores para a realização de um leilão reverso. Caso a ausência dos valores não seja devidamente comprovada, o clube terá que complementar o montante que deveria ter sido pago em fevereiro de 2026 no período seguinte.

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