O Chelsea foi multado em 10 milhões de libras esterlinas (equivalente a cerca de R$ 69,5 milhões na cotação atual) pela Premier League devido a pagamentos não declarados a jogadores e agentes não oficiais durante o período em que Roman Abramovich era proprietário do clube. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (16), após uma investigação que detalhou as infrações cometidas entre 2011 e 2018.
A Investigação e as Irregularidades Reveladas
De acordo com o comunicado da Premier League, a investigação constatou que “entre 2011 e 2018, foram feitos pagamentos não declarados procedentes de partes terceiras vinculadas ao clube a jogadores, a agentes não registrados e a outros terceiros”. A liga ressaltou que esses pagamentos foram realizados em benefício do Chelsea e deveriam ter sido devidamente declarados como efetuados pelo clube.
Um fator crucial que influenciou a decisão da Premier League foi a atitude do próprio Chelsea. O clube londrino revelou voluntariamente os fatos no momento em que foi adquirido pelo empresário americano Todd Boehly, em 2022. A liga levou em consideração “o fato de o próprio clube ter tomado a iniciativa de denunciar os fatos, reconhecido as violações e demonstrado cooperação excepcional ao longo da investigação”.
Punição Adicional e Suspensão de Transferências
Além da multa milionária, o acordo entre o Chelsea e a Premier League inclui uma proibição de um ano para contratar jogadores para o time principal. No entanto, essa punição está suspensa pelos próximos dois anos, o que significa que o clube não será imediatamente impedido de fazer contratações, mas terá a sanção ativada caso novas infrações semelhantes ocorram nesse período.
Novas Sanções para as Categorias de Base
Em um processo separado, também relacionado à era Abramovich, o Chelsea enfrentará outra penalidade. O clube deverá pagar uma multa de 750 mil libras (aproximadamente R$ 5,2 milhões) e está proibido, por nove meses, de registrar em suas categorias de base jogadores provenientes de outros clubes da Premier League ou de divisões inferiores. Neste caso, o Chelsea também revelou “violações das normas de formação” de jogadores, cometidas por um ex-funcionário entre 2019 e 2022, demonstrando novamente a proatividade do clube em reportar as irregularidades.





