Paulo Sérgio Rosa, mais conhecido como Viola, ex-atacante de destaque no Corinthians e tetracampeão mundial com a Seleção Brasileira em 1994, foi condenado a três anos e dez meses de prisão em regime aberto por posse ilegal de arma de fogo e munições. A decisão judicial, contudo, converteu a pena em prestação de serviços comunitários, que deverão ser cumpridos ao longo do mesmo período da sentença. O ex-jogador ainda tem a possibilidade de recorrer da determinação.
Detalhes da investigação e prisão em 2012
O processo que levou à condenação de Viola teve início em 2012, após uma denúncia feita por sua então ex-mulher. Na ocasião, o ex-jogador foi preso em sua residência, localizada em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. A prisão ocorreu por desobediência a uma ordem judicial, flagrante de armamento de uso restrito e ameaças contra sua companheira à época.
Após a ex-mulher informar sobre a presença de armas na casa, policiais realizaram uma vistoria no local. Durante a busca, foram encontradas uma pistola calibre .380, um silenciador importado e aproximadamente 80 munições de diversos calibres, incluindo algumas de espingarda calibre 12. Curiosamente, uma arma do mesmo calibre já havia levado Viola à prisão no início de 2006.
Outras determinações e histórico
Além da condenação e da conversão da pena em serviços comunitários, o juiz Gustavo Nardi também determinou que Viola pague uma multa no valor correspondente a um salário mínimo vigente na época dos fatos. Procurado pela reportagem para comentar a decisão, Viola não respondeu aos contatos.
Legado no futebol
No cenário esportivo, Viola é reconhecido como um grande ídolo do Corinthians, clube pelo qual conquistou dois títulos do Campeonato Paulista e uma Copa do Brasil. Além de sua participação na vitoriosa campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1994, o atacante vestiu as camisas de importantes clubes brasileiros como Vasco, Palmeiras, Flamengo, Santos e Bahia, além de ter tido uma passagem pelo Valencia, da Espanha.





