A elegância brasileira na abertura dos Jogos de Inverno
A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno em Cortina d’Ampezzo e Milão foi marcada por um toque de luxo e estilo vindo do Brasil. Os casacos de nylon e as botas de borracha usados pela delegação brasileira chamaram a atenção, com a pilota de skeleton Nicole Silveira e o carismático esquiador Lucas Pinheiro Braathen exibindo a elegância brasileira no Estádio San Siro.
Moncler e Osklen: A parceria que vestiu o Time Brasil
Essa sofisticação não foi por acaso. Desde outubro de 2024, Lucas Braathen, com sua experiência como modelo, tornou-se embaixador da Moncler, marca de luxo ítalo-francesa. Em colaboração com o estilista Oskar Metsavaht, da Osklen, a Moncler foi a responsável por vestir os atletas brasileiros na abertura do evento esportivo. A iniciativa foi vista como um marco, elevando a visibilidade do Brasil nos esportes de inverno.
O papel dos atletas na construção da imagem e o impacto no COB
Marco La Porta, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), destacou a importância crescente do papel dos atletas na construção de suas próprias imagens. “Os atletas têm tido um papel muito importante, têm entendido o quanto é importante trabalhar a imagem”, comentou La Porta. Ele ressaltou que os Jogos de Inverno nunca foram tão comentados no Brasil, impulsionados pela chance de medalha e pelo carisma de Lucas Braathen, que trouxe consigo o patrocínio da Moncler.
A liberdade de imagem: De Oslo a São Paulo
A decisão de Lucas Braathen de levar seu próprio patrocinador para uma parceria com o COB representa, para ele, uma forma de retribuir a mudança positiva que sua filiação à Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) trouxe à sua carreira. Filho de mãe brasileira e nascido em Oslo, o esquiador já havia se tornado uma estrela competindo pela Noruega. No entanto, aos 23 anos, chegou a se aposentar devido a um conflito com a Federação Norueguesa, motivado principalmente pela restrição na exploração de seus direitos de imagem.
O embate com a Federação Norueguesa e a busca por autonomia
As regras da Federação Norueguesa eram rígidas quanto a patrocínios, exigindo que os parceiros comerciais dos atletas estivessem atrelados também à federação. Embora a intenção fosse distribuir receitas para áreas de base, Lucas e outros atletas reivindicavam a permissão para contratos adicionais de direitos de imagem, prática comum em outros esportes. Após começar a representar o Brasil, Lucas Braathen conquistou maior liberdade para gerenciar sua imagem, abrindo caminho para parcerias de sucesso como a com a Moncler e fortalecendo seu vínculo com a Red Bull.





