Mandatária do Palmeiras destaca necessidade de parceria com emissoras para o crescimento da modalidade.
Após a conquista da Supercopa Feminina pelo Palmeiras, em vitória sobre o Corinthians, a presidente Leila Pereira voltou a defender a necessidade de maior investimento e visibilidade para o futebol feminino. Em entrevista à TV Globo, a mandatária criticou os horários de transmissão e a falta de parceria das emissoras, especialmente da emissora carioca, para impulsionar a modalidade.
Investimento e visibilidade: pilares para o futebol feminino
Leila Pereira enfatizou que a valorização do futebol feminino passa por uma questão cultural e, consequentemente, por um investimento mais robusto. “Eu preciso muito da parceria da Globo com investimento e maior visibilidade. Melhores horários para o futebol feminino. Não colocar a gente às oito e meia, nove e meia da noite”, declarou a presidente, ressaltando a importância de horários mais adequados para atrair o público.
Custos no Allianz Parque e receitas de transmissão
A presidente também abordou a questão do mando de campo, explicando que jogar no Allianz Parque, estádio do Palmeiras, envolve custos significativos para a equipe feminina, algo que não ocorre no masculino. “Para jogar futebol feminino no Allianz Parque, nós temos de pagar. Nós não temos custo quando é o masculino, o feminino nós temos de pagar. E os valores são relevantes”, explicou Leila. Ela ainda mencionou que a receita proveniente das transmissões televisivas é escassa, sendo recebida apenas em caso de títulos, o que dificulta a viabilização de jogos no estádio principal.
Desafios e a busca por um cenário mais justo
Além das questões financeiras e de horários, Leila Pereira mencionou que a disponibilidade do Allianz Parque também é um fator limitante, devido a compromissos com shows. A presidente reiterou a necessidade de um conjunto de ações para que o futebol feminino possa atingir seu potencial máximo, com mais apoio financeiro e uma programação que valorize a modalidade. A busca é por um cenário onde os clubes possam arcar com os custos de mandar seus jogos em estádios de maior porte e onde as transmissões contribuam de forma mais efetiva para o desenvolvimento do esporte.





