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Bragantino Pede Desculpas por Fala Machista de Zagueiro Gustavo Marques Contra Árbitra Daiane Muniz; FPF Aciona TJD

Bragantino Pede Desculpas Por Fala Machista De Zagueiro Gustavo Marques Contra Árbitra Daiane Muniz; Fpf Aciona Tjd

O Red Bull Bragantino se manifestou publicamente para pedir desculpas pelas falas machistas proferidas pelo zagueiro Gustavo Marques após a derrota por 2 a 1 para o São Paulo, que eliminou a equipe do Paulistão no último sábado. O defensor atacou a árbitra Daiane Caroline Muniz dos Santos com comentários misóginos, questionando sua capacidade de apitar um jogo de tal magnitude.

A Federação Paulista de Futebol (FPF) também se pronunciou, repudiando veementemente as declarações do atleta e confirmando que o caso será encaminhado ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) para avaliação de possíveis sanções a Gustavo Marques.

A retratação do Bragantino

Logo após o incidente, o Red Bull Bragantino agiu rapidamente. O clube de Bragança Paulista repudiou as atitudes de seu atleta e reforçou o pedido de desculpas feito pelo jogador. Gustavo Marques admitiu seu erro na zona mista e se desculpou com a árbitra. O Red Bull Bragantino confirmou que Daiane Muniz aceitou o pedido de desculpas, mas aconselhou o jogador a refletir sobre suas palavras e ter mais cuidado, ressaltando que a ‘cabeça quente’ não justifica a ofensa.

Em nota oficial, o clube declarou: “O Red Bull Bragantino vem a público reforçar o pedido de desculpas a todas as mulheres e, principalmente, à árbitra Daiane Muniz. O clube não compactua e repudia a fala machista do zagueiro Gustavo Marques, dita após a partida.” O jogador e o diretor esportivo, Diego Cerri, foram pessoalmente ao vestiário da arbitragem para se desculpar em nome da instituição. O Bragantino informou ainda que estudará nos próximos dias a punição interna a ser aplicada ao atleta.

FPF aciona a Justiça Desportiva

A Federação Paulista de Futebol (FPF) manifestou sua “profunda indignação e revolta” com as declarações de Gustavo Marques. Em nota oficial, a FPF classificou a fala como “primitiva, machista, preconceituosa e misógina, incompatível com os valores que regem a sociedade e o futebol”. A entidade reforçou que é “absolutamente estarrecedor que um atleta, em qualquer circunstância, questione a capacidade de um árbitro com base em seu gênero”.

A FPF destacou o orgulho de ter 36 árbitras e assistentes em seu quadro e reafirmou seu apoio a Daiane Muniz, que é árbitra FPF/CBF/FIFA de alta qualidade técnica, e a todas as mulheres no futebol. A Federação confirmou que encaminhará as declarações à Justiça Desportiva para que sejam tomadas as providências cabíveis, embora o prazo para aplicação de sanções seja incerto e dependa da aceitação da denúncia pelo TJD.

O contexto da polêmica

As declarações de Gustavo Marques ocorreram após o apito final da partida, quando a frustração pela eliminação e a reclamação por um pênalti não marcado nos minutos finais do duelo eram evidentes entre os jogadores do Bragantino. Por ter ocorrido após o encerramento do jogo, a árbitra Daiane Muniz não aplicou nenhuma punição direta a Gustavo Marques em campo. Contudo, ela expulsou o lateral Juninho Capixaba por gestos irônicos no final da partida, um indicativo da tensão no momento. O caso agora segue para as instâncias disciplinares do futebol.

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