Críticas duras de lenda do futebol
Michel Platini, ícone do futebol francês e ex-presidente da Uefa, lançou críticas contundentes ao atual presidente da Fifa, Gianni Infantino. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Platini, que teve Infantino como seu braço direito na confederação europeia, classificou o dirigente como um “autocrata”.
De “bom número dois” a “autocrata”
“Ele foi um bom número dois, mas não um bom número um. Fez um grande trabalho na Uefa, mas tem um problema: ele gosta dos ricos e dos poderosos, dos que têm dinheiro. Faz parte da sua natureza”, declarou Platini. O ex-mandatário da Uefa, que presidiu a entidade de 2007 a 2015, acredita que a postura de Infantino se intensificou após a pandemia de covid-19. “Infelizmente, o Infantino se tornou um autocrata desde a pandemia de covid-19”, acrescentou o ex-camisa 10 da seleção francesa.
Comparação com Blatter e conflitos passados
Platini também comparou a gestão de Infantino com a de seu antecessor na Fifa, Joseph Blatter. “Atualmente existe menos democracia do que na época do Blatter. Você pode falar o que quiser do Blatter, mas o principal problema dele era que ele queria ficar na Fifa para sempre. Ele era uma pessoa boa para o futebol”, pontuou.
A relação entre Platini e Infantino é marcada por anos de conflito. Platini suspeita que Infantino tenha atuado para tirá-lo da corrida presidencial da Fifa em 2015, alertando o Ministério Público da Suíça sobre um pagamento de 2 milhões de francos suíços (aproximadamente R$ 13,4 milhões) feito pela Fifa a Platini em 2011, sem justificativa clara. Ambos foram absolvidos em 2025 após um longo processo judicial.





