Cinco clubes brasileiros — Athletico Paranaense, Atlético, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras — emitiram uma nota conjunta defendendo o uso de gramados sintéticos no futebol. A posição surge em meio a críticas crescentes de jogadores, técnicos e dirigentes, com o Flamengo se destacando na oposição ao piso artificial.
A principal argumentação dos clubes defensores da tecnologia é que as críticas ignoram a falta de padronização dos gramados no Brasil. Segundo eles, direcionar o debate apenas para os campos sintéticos simplifica excessivamente uma questão complexa e tecnicamente equivocada. A nota ressalta que gramados sintéticos de alta performance podem, em muitos aspectos, superar a qualidade de campos naturais em condições precárias, que são comuns em diversos estádios do país.
Ausência de comprovação científica sobre lesões
Um ponto crucial levantado na declaração é a inexistência de estudos científicos conclusivos que demonstrem um aumento no índice de lesões provocado pelos gramados sintéticos modernos. Os clubes afirmam que o debate sobre a qualidade dos gramados é legítimo e necessário, mas deve ser pautado por responsabilidade, dados objetivos e conhecimento técnico, e não por narrativas que, segundo eles, distorcem a realidade e desinformam o público.
Flamengo lidera movimento contra o sintético
Em contrapartida, o Flamengo tem sido o clube mais vocal na campanha contra o gramado sintético. O presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista (Bap), argumenta que o piso artificial gera desequilíbrio financeiro entre as equipes e prejudica a saúde física dos atletas. O clube rubro-negro chegou a propor à CBF a inclusão da proibição de jogos em gramados sintéticos no projeto de fair play financeiro, mas a ideia foi rejeitada. Apesar disso, Bap tem pressionado a confederação, que considera a criação de um grupo de trabalho para avaliar o tema, embora não seja uma prioridade imediata.
Proposta de parâmetros e incentivos
Uma das ideias em discussão na entidade é a criação de um novo parâmetro geral para os gramados, com o estabelecimento de uma janela ampla e incentivos para que os clubes se adaptem. Este ano, jogadores como Neymar, Thiago Silva e Lucas Moura lideraram um movimento de atletas contra o gramado sintético, que resultou em uma campanha nas redes sociais pedindo o fim das partidas em pisos artificiais.




