O TikTok anunciou nesta quinta-feira (22) a criação de uma empresa conjunta majoritariamente americana nos Estados Unidos, um movimento estratégico para evitar uma iminente proibição no país devido à sua propriedade chinesa. Batizada de TikTok USDS Joint Venture LLC, a nova entidade foi concebida para atender a mais de 200 milhões de usuários e 7,5 milhões de empresas americanas, ao mesmo tempo em que implementa medidas rigorosas para a proteção de dados, segurança do algoritmo e moderação de conteúdos.
A decisão surge em resposta a uma lei aprovada durante o mandato do presidente Joe Biden, que exigia que a ByteDance, empresa-mãe chinesa do TikTok, vendesse suas operações americanas ou enfrentasse um banimento. Com a formação da joint venture, a ByteDance consegue manter uma participação minoritária de 19,9%, ficando abaixo do limite de 20% estipulado pela legislação americana.
A gestão da TikTok USDS Joint Venture LLC será feita por um conselho de sete membros, com maioria americana, que inclui o diretor-executivo global do TikTok, Shou Chew, e executivos de importantes firmas de investimento. Adam Presser foi nomeado diretor-executivo da nova entidade, enquanto Will Farrell assumirá a função de diretor de segurança.
Entre os investidores que agora possuem participação de 15% cada na joint venture estão a Silver Lake, a Oracle e o fundo de investimento em IA MGX, sediado em Abu Dhabi. Larry Ellison, presidente-executivo da Oracle, é conhecido por ser um aliado de longa data do ex-presidente Donald Trump. Outros investidores incluem a Dell Family Office, afiliadas do Susquehanna International Group e a General Atlantic, além de várias outras firmas.
A empresa conjunta terá autoridade sobre as políticas de confiança e segurança, bem como a moderação de conteúdo para os usuários americanos. As entidades globais do TikTok, por sua vez, continuarão a gerenciar a integração do produto em nível internacional e as atividades comerciais, como e-commerce e publicidade. Para garantir a segurança dos dados, o TikTok informou que as informações dos usuários americanos serão armazenadas na nuvem da Oracle e sua cibersegurança será auditada por especialistas externos, em conformidade com as normas federais.





