A centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre, realizada na manhã desta quarta-feira, 31 de dezembro, consagrou a Etiópia e a Tanzânia no topo do pódio. Em uma disputa emocionante até os metros finais, Muse Gizachew, da Etiópia, superou o queniano Jonathan Kipkoech para conquistar a vitória na prova masculina. No feminino, Sisilia Ginoka Panga, da Tanzânia, demonstrou superioridade e liderou a corrida de ponta a ponta, quebrando uma sequência de oito anos de vitórias quenianas.
Brasil sobe ao pódio com Fabio Jesus e Nubia de Oliveira
O Brasil teve motivos para celebrar com as conquistas de Fabio Jesus e Nubia de Oliveira. Na categoria masculina, Fabio Jesus subiu ao terceiro degrau do pódio, com o tempo de 45min06s, mostrando a força do atletismo nacional. Já no feminino, Nubia de Oliveira repetiu o feito do ano anterior e conquistou a medalha de bronze, cruzando a linha de chegada em 52min42s.
Gizachew e Panga: vitórias marcantes e emoção na chegada
A prova masculina foi decidida nos metros finais. Próximo aos 40 minutos, Jonathan Kipkoech, que liderava parte da prova, apresentou sinais de cansaço, permitindo a ultrapassagem de Muse Gizachew. O etíope venceu com o tempo de 44min28s, apenas quatro segundos à frente de Kipkoech (44min32s). Na prova feminina, Sisilia Panga dominou a corrida, completando o percurso em 51min06s. A atleta tanzaniana protagonizou um momento de grande emoção ao desmaiar logo após cruzar a linha de chegada, precisando ser carregada.
Recorde de premiação e história da São Silvestre
A edição de 2025 da São Silvestre também se destacou pela premiação recorde, com um total de R$ 295.160,00 distribuídos. Os campeões, masculino e feminino, faturaram R$ 62.600,00 cada. A corrida, idealizada pelo jornalista Cásper Libero em 1924 inspirado em uma prova noturna em Paris, tem sua origem ligada a uma competição realizada à meia-noite do dia 31 de dezembro de 1924. O nome da prova homenageia o Papa Silvestre I, que faleceu em 31 de dezembro de 335. Cerca de 55 mil corredores participaram dos tradicionais 15 quilômetros, que percorrem pontos icônicos de São Paulo, com largada e chegada na Avenida Paulista.
A última vez que um brasileiro venceu a São Silvestre foi em 2005, com Marílson Gomes dos Santos no masculino, e em 2006, com Lucélia Peres no feminino. Desde então, as vitórias têm sido predominantemente africanas. A prova deste ano ocorreu em clima ameno, com temperatura de 23 graus, contrastando com o calor recente.





