Investigação sobre uso de cartão corporativo
O promotor Cassio Conserino, responsável por apurar o uso indevido de recursos do Corinthians, solicitou a abertura de um inquérito policial contra Áurea Ramacciotti. A amiga do ex-presidente Andrés Sanchez é suspeita de cometer crime de lavagem de dinheiro. A solicitação do Ministério Público ocorreu após uma entrevista de Áurea ao site GE, na qual ela detalhou compras realizadas com o cartão corporativo do clube.
Versão da defesa: confusão com cartões
Áurea Ramacciotti alegou que estava ajudando Andrés Sanchez a mobiliar um novo apartamento e, por isso, utilizou dois cartões dele, um deles corporativo do Corinthians, sem querer. Segundo ela, os cartões eram pretos e idênticos, o que teria levado à confusão. “Os dois cartões dele eram pretos com o nome dele. Ele não viu e eu também não prestei atenção. Só isso”, declarou ao GE.
Gastos e denúncia formal
As notas fiscais de duas compras, totalizando mais de R$ 12 milhões, estão em nome de Áurea. A denúncia, a qual o Estadão teve acesso, foi protocolada pelo promotor Conserino no dia 19. No documento, Andrés Sanchez e o ex-gerente financeiro Roberto Gavioli já são denunciados por lavagem de dinheiro e crimes tributários. A defesa de Andrés Sanchez expressou “perplexidade diante da nova denúncia” e reafirmou que “demonstrará a inocência” do dirigente.
Detalhes das compras e argumento do MP
As compras incluem móveis como mesas, poltronas, cadeiras e almofadas, com entrega em um endereço residencial, e eletrodomésticos. Os valores somam R$ 7.105,89 em uma nota de agosto de 2020 e R$ 5.184,27 em outra do mesmo mês. Conserino argumenta que a ausência de nota fiscal em nome do clube ou do titular, mas em nome de terceiros, configura lavagem de dinheiro, pois o documento fiscal teria sido usado para dissimular a origem dos valores. O promotor considera o argumento da confusão com os cartões pouco convincente e quer apurar se o cartão corporativo foi usado em nome de Áurea em outras ocasiões.





