Iker Muniain, em sua nova faceta como treinador do Salamanca, teve um início promissor na Segunda RFEF, com duas vitórias em dois jogos. No entanto, o bom momento foi interrompido no último domingo, quando sua equipe sofreu a primeira derrota por 1 a 0, em partida fora de casa contra o Conquense.
A derrota foi marcada por um lance controverso na segunda etapa: a expulsão de Javier Murua, um dos jogadores do Salamanca, que recebeu o cartão vermelho. A decisão do árbitro gerou a fúria de Muniain, que não hesitou em expressar sua indignação na coletiva de imprensa pós-jogo.
“Não é vermelho nem aqui nem em Pequim”, exclamou Muniain diante dos microfones, visivelmente irritado. O treinador detalhou sua análise do lance, contestando veementemente a validade da expulsão. “O defesa não era o último homem porque ainda havia um jogador do Salamanca atrás”, argumentou, apontando que a situação não configurava uma clara oportunidade de gol.
Muniain foi além em sua explicação, questionando a interpretação da jogada. “Numa jogada de um pontapé longo do guarda-redes com um central que salta para disputar e tenta antecipar, que nem sei se é falta, e os três defesas à volta fazem a típica basculação de sempre para fechar as costas, onde é que há uma ocasião clara de golo? Onde é que há um ataque claro para marcar golo a 40 metros da área?”, indagou o ex-capitão do Athletic Club, enfatizando a distância e o posicionamento defensivo que, em sua visão, anulavam qualquer ameaça real. Por fim, o técnico criticou a incoerência nas decisões de campo em relação ao que é ensinado: “Quem não viu, que abra os olhos. Depois enchem a boca nas palestras a dizer que tem de ser algo muito claro”, concluiu, deixando um recado direto à arbitragem.