Rivalidade que transcende o campo
Na contramão das dificuldades enfrentadas pelas equipes masculinas, Corinthians e São Paulo se consolidam como as forças dominantes do futebol feminino no Brasil. Os dois clubes paulistas irão disputar a final do Campeonato Brasileiro de 2026, reafirmando a hegemonia estadual na modalidade.
Corinthians: legado e turbulência
O Corinthians, heptacampeão brasileiro e hexacampeão da Libertadores, é uma referência há uma década. No entanto, a temporada de 2026 foi marcada por uma crise financeira que afetou diretamente o time feminino. Em agosto, jogadoras reivindicaram salários atrasados, levando a uma reunião com o presidente Omar Stabile. O clube quitou a segunda parcela dos direitos de imagem de junho e julho pouco antes da semifinal contra o Bahia. Apesar de ter alcançado sua 31ª final desde a reativação da modalidade em 2016, o Corinthians ainda possui pendências de premiações de competições anteriores.
São Paulo: ascensão e premiações
O São Paulo, por sua vez, chega à final como líder da primeira fase e com uma considerável arrecadação. O clube embolsou cerca de R$ 720 mil pela participação inicial e mais R$ 40 mil por jogos transmitidos em rede nacional nas quartas de final. A expectativa é de receber até R$ 2 milhões em caso de título, enquanto o vice-campeão levará R$ 1 milhão. A equipe tricolor também enfrentou polêmicas em relação ao calendário.
Calendário e críticas
Jogadoras de ambas as equipes expressaram insatisfação com as datas e horários definidos para as partidas decisivas. Vic Albuquerque, do Corinthians, criticou jogos marcados para dias de semana com potencial de baixa audiência. Pelo lado do São Paulo, Crivelari lamentou que um jogo do time feminino tenha coincidido com uma partida masculina, impedindo o uso do Morumbis. Apesar dos percalços, a torcida tem demonstrado apoio, com recordes de público, como os 9.755 espectadores na Neo Química Arena na semifinal, o maior público do futebol feminino em 2026 até o momento.