Queda no Volume Financeiro das Transações Brasileiras
A janela de transferências de meio de temporada no Brasil registrou uma queda nos valores de vendas e compras em comparação com os dois anos anteriores, segundo um relatório da Fifa. Apesar disso, os clubes brasileiros arrecadaram R$ 1,07 bilhão (US$ 212 milhões) entre julho e setembro de 2026 com negociações. A maior transação individual foi a venda de Allan, do Palmeiras para o Manchester City, por aproximadamente R$ 230 milhões (US$ 46 milhões), representando mais de 20% do total.
Em 2025, as vendas haviam gerado US$ 460 milhões, e em 2024, US$ 277 milhões. Mesmo com a redução no valor total, o número de negociações permaneceu estável, com 525 transações em 2026, 527 em 2025 e 513 em 2024.
Gastos com Contratações Diminuem Significativamente
No quesito contratações, os clubes brasileiros desembolsaram R$ 645 milhões (US$ 127 milhões) na janela de 2026. A principal aquisição foi a do meia Gabriel Pec, que deixou o LA Galaxy (EUA) para o Cruzeiro por R$ 60 milhões (US$ 12 milhões). Este valor é consideravelmente menor que os R$ 1,2 bilhão (US$ 241 milhões) gastos em 2025 e os R$ 900 milhões (US$ 181 milhões) de 2024. O número de contratações também diminuiu, com 318 negociações em 2026, contra 419 em 2025 e 401 em 2024.
Mercado Global e Destaques Internacionais
Globalmente, as negociações envolvendo jogadores que participaram da Copa do Mundo de 2026 movimentaram R$ 16,5 bilhões (US$ 3,3 bilhões) na janela de meio de temporada. Foram 267 atletas de 47 nacionalidades envolvidos. Um exemplo é o volante brasileiro Bruno Guimarães, que deixou o Newcastle rumo ao Arsenal por cerca de R$ 508 milhões (US$ 100 milhões). A transferência mais cara do período foi a do meia Enzo Fernández, do Chelsea para o Manchester City, por R$ 810 milhões (US$ 160 milhões).
Liderança Europeia em Investimentos e Receitas
No futebol masculino global, foram registradas 12,5 mil transferências, totalizando R$ 50 bilhões (US$ 9,9 bilhões). Os clubes ingleses lideraram os gastos, com mais de R$ 15 bilhões (US$ 3,02 bilhões) em contratações, seguidos por Itália (R$ 5,6 bilhões), Espanha (R$ 4,7 bilhões), Alemanha (R$ 4,5 bilhões) e França (R$ 3,2 bilhões). Em termos de receitas, os clubes franceses foram os maiores beneficiados, recebendo R$ 1,7 bilhão em taxas de transferência, seguidos por Inglaterra, Alemanha, Espanha e Portugal.